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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Lanche (especial) todo dia: 20 sugestões de cardápios


Lanche (especial) todo dia: 20 sugestões de cardápios

Quem não espera que o filho abra esse sorriso na hora de comer o lanche da escola? Por isso, ter novas ideias (todos os dias) é ainda mais desafiador. Para facilitar o seu dia a dia, preparamos um especial com 20 combinações de lanches fáceis de fazer e um guia para esclarecer as dúvidas que você pode ter na hora de montar a lancheira do seu filho

POR THAIS LAZZERI. PRODUÇÃO LYVIA SAYÃO. ASSISTENTE MARIANA CATAPANI

Evelyn Müller

Começa a semana e lá vem a dúvida: o que colocar na lancheira? Essa e outras preocupações – como se ele vai comer, se a combinação do lanche é boa, se o suco ainda vai estar geladinho quando chegar a hora do intervalo – surgem uma atrás da outra. Fizemos a conta e descobrimos que você pensa nisso 210 dias por ano, mais ou menos, se considerarmos que as aulas começam em fevereiro e vão até a metade de dezembro. Ufa! A boa notícia é que seu dia a dia vai ficar mais fácil – é o que nós esperamos. CRESCER preparou um especial para ajudar você na volta às aulas. Nas próximas páginas, sugerimos 20 combinações diferentes para o seu filho levar na lancheira (no nosso site tem mais 15 opções: para crianças alérgicas a glúten e leite e para as que estão acima do peso). Todas as sugestões, que têm a quantidade certa de calorias por porção, passaram pelo crivo de um time de nutricionistas.
SAIBA MAIS


Aproveite as ideias nada convencionais de lanches, como muffin de grão de bico e até patê de atum com tofu – acredite, seu filho pode adorar essas receitas. Você vai saber também como ser sustentável na hora de preparar a lancheira e vai encontrar as soluções para todas as suas dúvidas, como se pode mandar lanche ou leite quente e o que fazer quando você descobre que não tem nada em casa para ele levar. Não perca tempo. Corra para as próximas páginas!

Evelyn Müller

1
• 200 ml de suco natural de melão
• 2 fatias de pão de fôrma, 1 de peito de peru, requeijão e cenoura ralada
• 1 maçã
Os sucos de melão e de uva mantêm as propriedades das vitaminas mesmo depois de prontos há algumas horas. Já os ricos em vitamina C, como laranja e limão, oxidam facilmente e perdem os nutrientes.

 2
• 200 ml de leite puro gelado
• cookies de grão de bico com passas
• 1 pera

3
• 200 ml de chá de erva-doce
• 1 fatia de pão de fôrma integral com patê de atum e tofu
• salgadinho integral de milho
PATÊ DE ATUM COM TOFU
Ingredientes: 250 g de tofu, 1 lata de atum, azeite, orégano e sal a gosto
Preparo: Bata no liquidificador ou no processador todos os ingredientes até formar um patê. Se precisar, acrescente um pouco de água mineral.

4
• 200 ml de suco natural de manga
• sanduíche de pão árabe integral com duas fatias de blanquet de peru e requeijão
O melhor é mandar os sucos sem adoçar. Quando não der, use mel.
Evelyn Müller

5
• 200 ml de suco natural de melão
• grãos de 1 espiga de milho cozida (corte com uma faca e coloque em 1 potinho)
• 1 cacho de uva (você pode tirar os caroços em casa)

6
• 200 ml de água de coco
• pão integral orgânico com creme de grão de bico e tahine (tipo homus, vendido no supermercado), com cenoura ralada e cevadinha
• 1 pêssego
CREME DE GRÃO DE BICO Cozinhe meio pacote de grão de bico (250g) com água e os temperos da sua preferência – não esqueça o sal. Quando amolecer, coe e bata no liquidificador com um pouco do caldo e peneire. Acrescente 2 colheres (sopa) de tahine e um pouco de azeite.

7
• Iogurte líquido com sabor de banana (garrafinha com 200 ml)
• 1 polenguinho
• 1 fatia de bolo de laranja
BOLO DE LARANJA
Ingredientes: 1 xícara de suco de laranja natural, 3 gemas, 2 xícaras de farinha de trigo, 1 xícara de açúcar, 1 colher (sopa) de fermento em pó, 3 claras em neve
Preparo: Bata o suco de laranja com as gemas e o açúcar. Misture a farinha, o fermento e, por último, as claras em neve. Leve ao forno para assar em fôrma levemente untada com pouco óleo e polvilhada com farinha. Desligue quando o bolo dourar.

8
• 200 ml de água de coco
• 2 fatias de pão preto com requeijão, 1 de queijo de minas e 1 pitada de orégano
• 1 porção pequena de biscoito de polvilho
Compre o biscoito pronto ou faça em casa com a ajuda do seu filho (veja receita no nosso site). Ele vai adorar pôr a mão na massa e vai querer comer tudo na hora!
Evelyn Müller

9
• 200 ml de suco natural de maracujá
• 2 fatias de pão de fôrma integral, com queijo de minas e 2 colheres (chá) de geleia de damasco
GELEIA CASEIRA DE DAMASCO
Junte 1 kg de damasco picado a 250 g de açúcar cristal ou açúcar convencional em uma panela com fundo grosso. Deixe cozinhar em fogo baixo até obter a consistência desejada.

10
• 200 ml de suco natural de maracujá
• 1 pão de leite orgânico, com muçarela de búfala em fatias e folhas de agrião.
• 1 pera
Se o pão ficar um pouquinho duro, corte-o ao meio na vertical e ponha no forno por alguns minutos. Pronto: seu filho pode levar torradas na lancheira.

11
• 1 caixinha de 200 ml de suco de soja sabor laranja
• muffin com passas
• iogurte
MUFFIN COM PASSAS
Ingredientes: 1 e 1/2 xícara de farinha de trigo, 1 ovo, 1/2 xícara de açúcar, 1 pitada de sal, 3 colheres (chá) de fermento, 1 e 1/2 copo de iogurte natural, 1 colher (sobremesa) de canela.
Preparo: Misture tudo em uma tigela e ponha para assar em fôrmas de empada (de alumínio) levemente untadas com um pouco de óleo. Se você quiser, adicione à massa pedaços de fruta ou passas.
Prepare essa receita no fim de semana com seu filho e guarde um para mandar na lancheira.

12
• Chá-mate feito em casa
• 2 fatias de pão integral com pasta de tofu (você compra pronta no supermercado) e 2 fatias de blanquet de peru
• 1 banana

CHÁ-MATE
Ingredientes: 1/2 litro de água, 2 colheres (sobremesa) de chá-mate, 1 limão
Preparo: Ferva a água. Ponha o chá e deixe aquecer no fogo por mais um minuto. Acrescente o suco de 1 limão. Você pode mandar gelado ou quentinho. Adoce com mel.

Fontes: Ana Cristina Meyer, nutricionista; Carolina Ribeiro, nutricionista; Flávia Bulgarelli, nutricionista da Casa Movimento (SP); Flavia Ramos, nutricionista; Larissa Cohen, nutricionista do Espaço Stella Torreão (RJ); Helena Seibert, nutricionista; Ricardo Corrêa, chef do restaurante Wheat Organics (SP); Viviane Chaer Borges, nutricionista do Ganep-Nutrição Humana, do Hospital Beneficência Portuguesa (SP).


Evelyn Müller


13
• 200 ml de suco natural de manga
• 2 fatias de pão integral, 1 pasta feita com 1 lata de atum e 1 pote pequeno de iogurte natural
• 1 pote individual de canjica de milho salgada – que você encontra em lojas de produtos naturais
Coloque os temperos que você gosta na hora de preparar o patê. Orégano e azeite combinam com essa receita.

14
• 200 ml de suco natural de maracujá
• cookies de milho e 1 queijinho para acompanhar
• 5 uvas sem caroço
Antes de mandar esse lanche para a escola, é legal fazer o teste em casa. Algumas crianças podem achar estranho a combinação do doce com salgado.

15
• 200 ml de água de coco
• 1 fatia de bolo de chocolate
• 2 enroladinhos de queijo muçarela com presunto (1 fatia de cada por enroladinho)
BOLO DE CHOCOLATE
Ingredientes: 3 xícaras (chá) de farinha • 2 xícaras (chá) de açúcar • 1 colher (sopa) de fermento em pó • 1 e 1/2 xícara (chá) de água quente • 3 ovos • 1 xícara (chá) de óleo • 1 xícara (chá) de achocolatado em pó
Preparo: Bata os líquidos na batedeira e inclua os farináceos. Unte uma fôrma e asse em forno preaquecido a 180ºC por 40 mininutos.
Esse bolo pode ser congelado por até dois meses.

16
• 1 caixinha de 200 ml de suco de soja sabor pêssego
• 1 pacote (26 g) de bolacha salgada integral
• 1 cacho pequeno de uva sem caroço 17
Evelyn Müller

17
• 1 garrafinha de iogurte de fruta
• 2 minipães com peito de peru e cream cheese
• 1 pera

18
• 1 caixinha de 200 ml de suco de soja sabor uva
• wrap de pão-folha com queijo branco light, brotinhos de alfafa, fatias fininhas de manga e cream cheese
• 1 maçã
Esse lanche leva mais tempo para ser preparado. Deixe pronto à noite – sem a fruta – e ponha na geladeira. Acrescente a manga pela manhã.

19
• 200 ml de suco natural de melancia
• 2 bisnaguinhas com requeijão e presunto (sem a capa de gordura)
• 1 barra de cereal orgânica
Abacaxi e hortelã dão um toque refrescante ao tradicional suco de melancia.

20
• 200 ml de suco natural de pêssego
• 2 fatias de pão de fôrma integral com aveia, sem a casca, recheado com atum, iogurte natural desnatado, 1 folha de alface e cenoura picadinha


Agradecimentos: Integral Home (3641-3383) e Wheat (contato@weat.com.br) padarias orgânicas; Le Postiche (3062-8200) e Dermiwil (2797-9797) lancheiras e garrafas térmicas; Ecobaby (3871-2134) garrafas térmicas; Panacéia (panaceia@atelierpanaceia.com.br - 3814-0234 ) lancheira térmica; Utilplast (3088-0862 ) Guardanapos; Tenman-ya (www.tenmanya.com.br - 3209-9960 ) potes plásticos. A menina vestiu: vestido vermelho da Ovo (familiaovo.com); vestido marrom da Ma poupée para Santa Maria de Lamas (Alameda Lorena, 1499 A/B - Jardins); Parangolé - artigos para festa

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Como não ser enganado nas eleições


Como não ser enganado nas eleições
Precisamos aprender com urgência


Capa-do-livro-Como-nao-ser-enganado-nas-eleicoes


“Ao votar, a primeira recomendação é ter calma. Eleição é assunto sério, o voto é um ato de cidadania importante e precisa ser muito bem pensado, analisado. Além do mais, votar não é apenas escolher um candidato, colocar o voto na urna e pronto, acabou. Quando você vota, escolhe alguém que, se eleito, deverá representar todos os seus eleitores”. (Herbert de Souza, o Betinho, no prefácio do livro “Como não ser enganado nas eleições).

Há certas histórias relacionadas aos períodos eleitorais no Brasil que parecem apenas parte do anedotário nacional. Casos como aqueles dos eleitores que trocavam botas por seus votos e que recebiam um dos pés desse calçado antes do voto e o outro depois de consumada a sua escolha (em prol do candidato que o havia corrompido), são muito mais do que simples piadas, são questões muito sérias, que merecem um cuidadoso exame e criteriosas formas de educar os eleitores para evitar que isso volte a acontecer.

O jornalista Gilberto Dimenstein teve a felicidade de pensar a respeito do tema e, há alguns anos atrás, reuniu algumas personalidades de destaque da área cultural para produzir um precioso livro destinado a estudantes. O título desse livro não podia ser mais direto e objetivo, trata-se da obra “Como não ser enganado nas eleições”, publicado pela Editora Ática, com o apoio do grupo Folha Educação e da Associação de Escolas Particulares.

Entre os colaboradores dessa publicação estão jornalistas e articulistas como Carlos Heitor Cony, Elio Gaspari e Boris Casoy, os sociólogos Bolívar Lamounier e Herbert de Souza (o Betinho, já falecido) ou ainda o publicitário Washington Olivetto, entre outros. Pelos nomes e pela repercussão dos trabalhos e obras de cada um deles (inclusive do próprio Dimenstein), dá para ter uma idéia da seriedade desse trabalho.

Desenho-em-preto-e-branco-de-homem-se-fingindo-de-super-heroi-dizendo-minha-gente

“Você sabe que um candidato é mentiroso e tenta enganá-lo quando:- 1- Tem soluções para todos os problemas e, pior, tentar provar que há recursos e que é possível resolvê-los todos se for eleito; 2- Diz que vai realizar mais obras e prestar mais serviços (aumentar mais as despesas) e, ao mesmo tempo, afirma que vai reduzir os impostos, ou mesmo que não vai aumentá-los; 3- Gasta mais tempo em criticar os adversários e as propostas deles do que na defesa de suas próprias idéias”. (Ronald Kuntz, especialista em Marketing Político, em artigo constante do livro “Como não ser enganado nas eleições”; seu artigo tem 16 orientações sobre políticos mentirosos e informações importantes para o eleitor entender e analisar imagens e atitudes desses mesmos políticos).

Isso é inclusive muito importante para que tenhamos sempre em mente que eleição é assunto muito sério e que exige responsabilidade da parte de cada eleitor ao depositar seu voto na urna (ou, atualizando, ao clicar referendando o nome de um candidato ou de uma legenda política nas modernas urnas eletrônicas).
Outro dado muito importante refere-se ao fato do livro ter sido editado em 1994, portanto há dez anos atrás e, apesar dos avanços percebidos na área, continuar sendo um documento atualizado, que se presta a informar os novos eleitores dos meandros e desvios existentes na política brasileira.

Histórias como aquela contada no início desse artigo, em que nos referíamos a uma prática relacionada à República Velha, no tempo em que os Barões do Café controlavam o país, dentro do ciclo do Café com Leite, continuam ocorrendo. O pior de tudo é constatar que não são casos isolados e não se restringem apenas a pequenos municípios, de regiões isoladas, onde os índices de analfabetismo são altos. Também não estão limitados a bairros periféricos das grandes cidades, onde o desemprego e os baixos salários poderiam contribuir para que os eleitores se sentissem compelidos a barganhar o seu voto em troca de favores materiais.

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“Uma velha máxima diz que, na publicidade, não existe verdade: existe a imagem, a impressão da verdade, que pode muito bem ser uma mentira. Em outras palavras ‘não é o que você diz, é o que o outro entende’. Não é à toa que a política, área em que a verdade nunca foi prioritária, casou tão bem com a publicidade”. (Nelson Sá, jornalista e crítico de televisão, autor do texto “A Mentira e a Televisão”, constante do livro “Como não ser enganado nas eleições”).

Quantos de nós não sabemos de histórias de candidatos ou eleitores que se dispuseram a barganhar votos? Cestas básicas, material de construção, jogos de camisas para times de futebol, bolas, material escolar, remédios, cadeiras de rodas e até dentaduras fazem parte do que é oferecido e, infelizmente, aceito em períodos eleitorais.
Esses eleitores parecem não saber que o que lhes foi dado lhes será tirado posteriormente na forma de propinas, suborno, corrupção. Os custos desses benefícios são repostos para as contas desses políticos a partir do desvio das verbas do erário público ou ainda da contratação irregular de empresas para prestar serviços ou realizar obras no município, com a devida compensação desses “servidores” públicos com aumentos nos preços finais cobrados do governo (municipal, estadual ou federal).

E no final das contas, de quem sai esse pagamento adicional? Dos bolsos dos contribuintes... Aqueles mesmos que trocaram seu voto nesses políticos desonestos por telhas, cimento, camisetas, réguas, bolas ou dentaduras...

Há pouco tempo atrás escutei uma história que ilustra muito bem como esses hábitos perniciosos continuam freqüentes na história política brasileira. Segundo consta, um candidato a vereador resolveu se eleger buscando apoio na comunidade religiosa que frequentava  Para tanto precisava do apoio dos líderes dessa igreja na comunidade onde morava e resolveu ir atrás desses religiosos. Ao aborda-los ficou sabendo que poderia ter todo o apoio se viesse a se empenhar na obtenção de material para a construção de um novo templo. Conseguiu esses recursos e se elegeu pela primeira vez.

Desenho-de-dois-politicos-no-palanque-um-apontando-o-outro-com-chifres-e-dentes-afiados

“Se todos nós votássemos com mais razões e menos emoção, procurando ver o que representam e quem são realmente os candidatos, o que eles fizeram e falaram no passado, certamente teríamos um Brasil melhor”. (Boris Casoy, é jornalista e apresentador de telejornal; escreveu o artigo “A arte de enganar” que faz parte do livro “Como não ser enganado nas eleições”).

Numa segunda oportunidade escutou dos pastores que se obtivesse os recursos necessários para o acabamento interno da igreja, os votos estariam novamente garantidos. Deu certo.
Nova eleição e lá foi o tal candidato atrás dos ministros de sua igreja. Dessa vez eles pediram uma Kombi. O candidato, já experimentado na política, deu o automóvel, mas só passou o documento em nome da comunidade depois de eleito... Moral da história? Só trocamos as botas, mas continuamos, literalmente, “pisando na bola”...

Não é apenas de casos de compra de votos que padecemos no Brasil. Ainda há verdadeiros currais eleitorais, onde os modernos “coronéis” definem os votos de seus comandados e cobram fidelidade, caso contrário, como na República Velha, podem ocorrer demissões, surras, mortes...

Mesmo com todas as oportunidades de obtenção de informações, continuamos sendo enganados por políticos populistas, daqueles que vão as ruas na época das eleições, entram em bares para comer pastel e tomar café com leite, abraçam os populares, pegam crianças pequenas no colo, visitam fábricas e falam de seu passado humilde, participam de quermesses e festas para fazer o povo senti-los como parceiros,...

Imagem-de-politico-dizendo-que-e-mais-honesto-que-Jesus-Cristo

“O candidato aparece na televisão e diz: ‘Sou candidato, mas não sou político. Detesto política. Quero seu voto, mas prometo que não vou fazer política’. É um grande mentiroso que, curiosamente, tem por base um pequeno truque de palavras. O que esse tipo de candidato realmente faz é insinuar que existe uma fronteira nítida entre os políticos e os não-políticos. Ou entre os ‘bons’, os que praticam a ‘verdadeira’ política, a política com P maiúsculo, e os outros, a maioria, os maus, os politiqueiros”. (Bolívar Lamounier é um dos sociólogos mais respeitados de nosso país; escreveu o artigo “Uma grande mentira” que faz parte do livro “Como não ser enganado nas eleições”).

E as propostas de governo? E a coerência política (inexistente em um país como o nosso, onde ideologia é palavra de dicionário apenas)? E a fidelidade partidária (dizem que no Brasil os políticos trocam mais de partido do que de roupa)? Por que esses políticos não vão as ruas depois de eleitos? O que faz com que eles deixem de tomar café e comer pão com manteiga assim que acabam as disputas eleitorais? Onde eles se escondem quando precisamos cobrá-los quanto às promessas feitas durante a campanha?

Eleição ainda não é considerada pelo brasileiro como um ato de cidadania, que define não apenas vencedores e vencidos nos pleitos eleitorais, mas o futuro de uma cidade, estado ou mesmo de todo o país. Somos vítimas de nossa desinformação, da péssima distribuição de renda, do analfabetismo, da fome ou das doenças que afetam nossa condição física e emocional. Se não votarmos conscientemente, dificilmente escaparemos desse círculo vicioso que nos lega tantos problemas quanto os mencionados.

Temos que conscientizar as parcelas menos favorecidas da importância do voto. Devemos informar as novas gerações quanto ao compromisso com o futuro percebido num pleito eleitoral. Necessitamos disso pelo futuro do país e de cada um de nós. Realizações como o livro “Como não ser enganado nas eleições” são contribuições importantes para efetivar essa transformação. Cabe a nós professores e formadores de opinião, efetivamente colocar em prática esses e outros ensinamentos.

Obs.: As imagens disponíveis nesse artigo constam do livro “Como não ser enganado nas eleições”. As charges são de autoria do cartunista Glauco e as fotos contam com a participação especialíssima do ator, comentarista e diretor teatral Cacá Rosset.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Como lidar com a ansiedade na infância


Ansiedade na infância


Sempre que temos que enfrentar algo novo, desafios que a sociedade nos impõe ao longo da vida, o sentimento de apreensão, insegurança, preocupação e medo aparecem, causando uma sensação de desequilíbrio.

Esse desconforto frente aos novos desafios, muitas vezes, acometem a pessoa com sensações físicas, como respiração acelerada, palpitações, dor no peito e falta de ar.

A ansiedade está presente em diferentes fases da vida. Nos bebês, quando da transição da separação de sua mãe nos seus primeiros anos de vida, podemos observar essa ansiedade pelas fases de muito choro. Para viver esse período de maneira mais harmônica, a mãe pode utilizar diversas estratégias para garantir a confiança do seu bebê, como, por exemplo, valorizando a sua presença; atendendo às necessidades básicas imediatas, como a alimentação, trocas e afagos, fazendo com que, gradativamente, a criança vá se tornando independente.

O exercício do afastamento da mãe em pequenos intervalos e com pequenas esperas aumenta o grau de tolerância à frustração e prepara a criança para a separação. Muitas vezes, esse espaço vazio é preenchido com objetos de estimação, como um ursinho, uma boneca ou fralda. Mais tarde, aprendendo a brincar com as outras crianças e com as experiências culturais do grupo na escola, a criança vai ficando segura e independente.

Quando o grau de dificuldades é maior nesses rituais de passagem, são necessários apoios e medidas médicas ou psicológicas, como estratégias de ajuda. Podemos perceber essa angustia já nos primeiros meses do bebê, quando da entrada para a escola, na adolescência, na busca do primeiro trabalho e sempre que tivermos que enfrentar algo novo. Sabemos que o nível de exigências com as crianças, demandando excessivo compromisso antecipado a sua idade, pode gerar reações físicas mais agravantes, como vômito, dores de cabeça, febre etc.

Uma vida mais harmoniosa e mais equilibrada permite que a criança passe esses períodos de enfrentamento com a realidade de forma mais tranquila, ativa e realística. Orientações e apoios são necessários em diferentes momentos da vida da criança. Devemos deixar que a criança vivencie suas novas etapas, seus avanços e suas experiências, sempre de um modo saudável e em um clima de descobertas e alegrias.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

As 10 brincadeiras de rua quase extintas


As 10 brincadeiras de rua quase extintas


As brincadeiras de rua mais populares pela geração dos anos 80 e 90 estão quase extintas. Hoje, com os jogos eletrônicos e a insegurança das grandes cidades, elas estão esquecidas.  Por isso, vamos relembrá-las, para quem sabe  após ler esse post você organizar um grupo para jogar taco ou stop com os amigos na rua.

Jogo da verdade ou consequência

Bastava surgir alguma fofoca para esta brincadeira entrar em evidência. Era polêmica pura na rua. São poucos os que admitem, mas o interesse maior era na consequência que quase sempre era um selinho no menino (ou menina) mais bonito (a) da turma, não é?

Stop
O jogo era o favorito nas tardes ociosas, lembra? Bastavam duas pessoas, uma folha de caderno, lápis e pronto estava “armada” a pequena competição. A brincadeira também conhecida como “uestópe” ou “adedanha”, é um jogo onde desenha-se uma tabela em um papel para cada jogador. Cada coluna recebe o nome de uma categoria de palavras como animais, automóveis, nomes, cores, minha sogra é etc. Cada linha representa uma rodada, onde é feito um sorteio para decidir qual letra do abecedário irá valer para preencher as categorias.

Polícia e Ladrão
Corrida frenética, bandidos na prissão e não vale guardar caixão. Essa era a evolução do pega-pega.

Pega-Pega

Esta brincadeira consiste em uma das crianças ser o “pegador”. A pessoa que ela tocar primeiro e pegar, será a próxima a ser o próximo “Pegador”. Tem também o “pique”, onde quem está fugindo pode tocar e ficar protegido de ser pego. A brincadeira só termina quando todas as crianças forem pegas.

Cabra-cega

Forma- se uma roda e uma criança é escolhida para fica vendada no centro de todos. Ela gira três vezes e tenta pegar alguém que está na roda. Quando, a criança que estiver vendada, descobrir quem é a criança que ela pegou e dizer seu nome, essa passa a ser a próxima a ser vendada.

Esconde-esconde

Uma criança é escolhida por sorteio, ela se vira para uma parede, conta até trinta e as outras vão se escondendo.Ela tem que encontrar as crianças e correr até a parede e bater dizendo o nome da criança que ela encontrou. A primeira que ela encontrar será a próxima que vai procurar as outras. Nessa mesma parede é o pique, o local onde crianças que não foram encontradas podem bater um, dois, três e ficar livre de ser a próxima a ter que procurar quem se esconde.

Queimada
Divididos em dois times, grandes grupos de crianças suam a camisa (correndo o tempo todo) com o objetivo de eliminar os adversários com boladas e fugir das tentativas deles de eliminá-los.

Taco

Vamos ver se consigo explicar a brincadeira, é assim: no jogo as equipes são formadas por 2 integrantes cada, ficando um de cada equipe junto a “cela”. Enquanto uma equipe está com o taco, a outra fica com a bola. O objetivo do jogo é cruzar (ou bater) os tacos, a equipe que bater os tacos na quantidade pré-estabelecida primeiro ganha o jogo, mas para isso tem que rebater a bola arremessada pela equipe adversária ,que tem o objetivo de derrubar a cela. Quando a cela é derrubada a equipe que está com a bola passa a ficar com o taco. Lembrou?

Rouba Bandeira

O jogo funciona assim: cada equipe coloca a sua bandeira no centro da linha de fundo do campo adversário. O objetivo é recuperar a bandeira sem ser tocado. Quem for pego fica parado no lugar até que um colega de equipe se arrisque a salvá-lo. Para isso, basta tocá-lo. Assim, ele fica livre para voltar ao jogo.
Amarelinha

A amarelinha é uma das brincadeiras de rua mais tradicionais do Brasil. Talvez seja pelo fato de a brincadeira ser tão fácil (e divertida) de brincar. Não são precisos aparelhos ou acessórios caros. Dá para pular dentro de casa, no quintal, na rua, na escola… Basta usar o chão, ter algo para desenhar o riscado e um objeto pequeno para marcar as “casas”. A pedra é lançada na primeira casa e o jogador deve percorrer o trajeto do traçado pulando, evitando o quadrado onde a pedra caiu. A sequência se repete enquanto a pedra avança de casa em casa e o grau de dificuldade aumenta.

fonte: maisestudo

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Nutrição na adolescência


A adolescência é o período da vida que compreende indivíduos dos 10 aos 19 anos, 11 meses e 29 dias. O IMC (índice de massa corporal) é o instrumento para a detecção de obesidade, sobrepeso e magreza em adolescentes.


Índice de Massa Corporal (IMC)
- Deve-se usar pontos de corte diferentes do adulto, pois o adolescente está em fase de crescimento.
- Usar IMC em uma curva de distribuição, segundo percentis para sexo e idade (referência: população sadia).
Pontos de corte IMC: p5, p85
Classificação IMC:
   Baixo peso: <p5
   Adequado: p5 – p84
   Risco para Sobrepeso: p85
   Obeso: p85 + Prega cutânea (tríceps e subescapular)
Alterações Psicológicas
- Período de maturação do organismo e mente;
- Desenvolvimentos intelectuais e emocionais são rápidos;
- Período de responsabilidades da adolescência (incluindo a alimentar);
- Busca da independência = dissociação dos hábitos alimentares familiares.
Imagem Corpórea
- Desconforto com as mudanças rápidas do corpo;
- Busca da perfeição, igualdade em relação a colegas e ídolos;
- Aumento de peso rápido, depósitos de gordura;
- Consumo de suplementos – ganho de massa muscular;
- Prática de atividade física, antes não realizada.

Recomendações Nutricionais

Energia: deve ser distribuída em: 55 a 60% de carboidratos, 10 a 15% de proteínas e 30% de gorduras.

Colesterol: no máximo 300mg diários.

Gordura saturada: máximo 10% do valor calórico da dieta.

Ferro: necessidades aumentadas em adolescentes, devido ao desenvolvimento muscular, esquelético e endócrino. Uma quantidade de alimentos ricos em ferro, como carnes magras, fígado, vegetais verde-escuros, ovos e leguminosas devem ser incluídos na dieta.

Cálcio: necessidades aumentadas em adolescentes, pois nesta fase ocorre a prevenção contra a osteoporose futura. Além disso, estão em fase de crescimento. As doses diárias recomendadas de cálcio para adolescentes variam entre os 800 mg a 1000 mg por dia.  Alimentos ricos em cálcio devem ser consumidos diariamente: leite e derivados, gergelim, vegetais verde-escuros e verde-claros.

Zinco: é essencial para o crescimento e maturação sexual do adolescente. 

Atividade física: as calorias devem ser ajustadas de acordo com a atividade física. O consumo de proteínas não deve ser supervalorizado, em geral obtem-se quantidades suficientes por meio da dieta normal;

Perfil alimentar do adolescente

- Hábitos alimentares de acordo com moda (dietas da moda), influência de amigos, início do consumo de álcool;
- Não tomam café da manhã;
- Fazem dietas restritivas para emagrecer;
- As refeições são à base de frituras, gorduras trans, doces, chocolates e produtos lácteos;
- Substituem refeições por lanches (fast foods);
- Grande consumo de alimentos industrializados.

Hábitos alimentares inadequados na adolescência podem resultar em desenvolvimento de doenças crônicas, doença coronária, osteoporose e alguns tipos de câncer na vida adulta.

http://www.sonutricao.com.br

terça-feira, 21 de agosto de 2012

SeedBombs são bombas que geram vida




Seed Bomb 
é sem dúvida um dos projetos mais criativos já criados para reflorestar áreas devastadas. Desenvolvido pelos designers Hwang Jin Wook, Jeon You Ho, Han Kuk Il e Kim Ji Myung o Seed Bomb é um conceito de “bombas” feitas em plástico biodegradável que ao serem lançadas soltam cápsulas com sementes para recuperar áreas degradadas.


Cada cápsula possui um solo artificial contendo as sementes. Ao “bombardear” o solo a cápsula se prende ao terreno e mantém a planta viva até que a umidade produzida por ela derreta o plástico e a planta consiga se fixar no solo. Com uma “arma” destas ao nosso alcance, poderíamos transformar grandes áreas devastadas em lindas paisagens.


Aprenda a fazer uma “bomba” de sementes:


Por que não utilizar o mesmo conceito em lugares que estão a nossa volta?


Ingredientes:


  • Argila
  • Composto orgânico
  • Sementes de sua escolha.
Mais do que admirar projetos inovadores e revolucionários como as bombas ecológicas caseiras, é o espírito sustentável de cada um, aliado a atitude e vontade de transformar o local em que vivemos que conta. Que tal juntar os amigos e familiares e até ensinarmos as crianças a prepararem de maneira divertida, nossas próprias armas de transformação positiva?

Terrenos baldios, praças abandonadas e canteiros esquecidos poderiam virar verdadeiras áreas verdes com uma biodiversidade incrível, pensando nisso, o site Planet Green desenvolveu uma receita que pode ser preparada em casa para fazer a sua bomba de sementes.
Preparo: Para cada 5 partes de argila, deve-se misturar uma de composto orgânico e uma de sementes. Mitsture oss ingredientes e adicione água aos poucos até a mistura ficar homogênea. Por fim, basta apertar bem a massa que se formou, molda-la em pequenas bolinhas e deixar secar no sol por algumas horas até que a argila endureça.
Mais: Planet Green

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Reciclagem: Veja dez objetos que não merecem terminar no lixo e inspire-se!


Veja dez objetos que não merecem terminar no lixo e inspire-se!

Por Ana Carolina Amaral
COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE
Reutilizar é um dos “R”s mais importantes do consumidor consciente. Selecionamos 10 ideias para te inspirar a olhar cada objeto do dia-a-dia de outra forma, que evite a geração de lixo e também de consumo.

1. Potes de vidro
Vidros de conserva viram belas lamparinas para um jardim ou mesmo uma festa!
2. Disco de vinil
Aquele vinil que já não toca mais pode organizar suas revistas, correspondências, contas a pagar…e ainda dar um toque decorativo à parede!
3. Carretel de cabos elétricos
Essa mesinha e porta-livros cheia de charme pode estar abandonada numa calçada agora!
4. Talheres
Poxa, o talher entortou? Que ótimo!
5. Caixotes
Por que mesmo a gente compra prateleiras?
6. Latas
Elas podem virar uma mini adega, um revisteiro ou um organizador charmoso para o que vier à mente!
7. Estrado
Em um ambiente sofisticado, bem pintados de branco, os estrados dessa “arquibancada caseira” nem parecem os mesmo que transportaram mercadorias em caminhões!
8. Camisas
Se o remendo disfarçado de bordado não cai bem para uma camisa social, que tal em uma almofada?
9. Porcelana
Esse material não é reciclado no Brasil e, por isso, a melhor alternativa é mesmo reutilizá-lo. Fica fácil usá-las como porta-velas. Uma pilha de pratos também pode virar um abajur:
10. Jornal
Um designer francês juntou 423 jornais para fazer este incrível banco, que agüenta várias pessoas com uma base formada por três barras de metal. É claro que a missão não é para qualquer um, mas vale à pena juntar uma pilha para entregar a algum artista da vizinhança!
Uma opção menos artística, mas muito útil, é fazer da folha de jornal um saquinho para embalar o lixo, aproveitando a onda de extinção das sacolinhas plásticas. Tem uma passo-a-passo bem facinho aqui.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Como mudar os nossos padrões repetitivos e negativos


MUDAR DE VIDA, HOJE MESMO

  Muitos dos nossos problemas residem em hábitos estabelecidos e dos quais não temos geralmente consciência. Eles dão origem a comportamentos, atitudes e escolhas que repetimos rotineiramente. Chamam-se padrões.

  Alguns desses padrões são positivos mas muitos outros impedem-nos de usufruir de uma vida melhor. Quando cometemos repetidamente certos erros devido aos tais padrões inconscientes isso significa que, bem lá no fundo, nós acreditamos que, insistindo nos mesmos, conseguiremos algum dia atingir os nossos fins. E nós insistimos porque sofremos daquilo que Freud chamou de "compulsão de repetição", a qual chega a ser, segundo ele,"mais forte que a vontade de viver e mais forte que o medo de morrer".

  E então surge a decepção quando verificamos que os nossos padrões de comportamento inconscientes não nos levam onde queremos. Na verdade, nós tornamo-nos escravos desses padrões porque eles são motivados pela esperança otimista de que algum dia resultarão.

  Você não imagina quantas pessoas talentosas e cheias de potencialidades ficam longe de realizar os seus sonhos por causa desses resultados sistematicamente improdutivos. Muitas pessoas queixam-se da má sorte ou do mundo cruel que não as impedem de ter sucesso na vida (pessoal, profissional, etc.).
  Ora a verdade é que é vulgar verificarmos que o problema está na própria pessoa que está a cometer os mesmos erros sistematicamente. É como estar 2 ou 3 anos a responder a anúncios para arranjar um novo emprego. Está bem de ver que 2 ou 3 anos a responder a anúncios são mais que suficientes para concluirmos que esse não é o caminho. Este é um bom exemplo de um padrão e de como insistimos nele esperançosamente. E, entretanto, o tempo passa e as coisas provavelmente pioram.

  Ora, frequentemente, uma qualquer mudança na nossa vida (como arranjar um emprego) só é possível quando quebramos alguns dos nossos padrões de comportamento. O segredo está em aproveitarmos a energia que os anima. Temos de repensar, de fazer uma auto-psicanálise para descobrirmos onde estamos a errar ou onde está o obstáculo que nos impede de seguir para uma nova etapa com sucesso.

  Em conclusão: nós precisamos deixar  de seguir determinados padrões e adquirir hábitos saudáveis para termos uma vida bem sucedida. Mas quando cometemos certos erros com alguma frequencia ou nos sentimos infelizes com a nossa vida talvez precisemos de mudar alguns padrões. O psicanalista Dr Farrell Silverberg, de Filadélfia (Estados Unidos) criou uma fórmula que nos pode ajudar a quebrar os tais padrões improdutivos.
Diz ele que o processo é:

1º -Descobrirmos os padrões que nos conduzem a erros ou insucessos que se repetem com alguma insistência.

2º -Analisá-los e compreender como se formaram e funcionam.

3º -Fase da mudança: quebrar os padrões que nos impedem de avançar e adotar outros mais produtivos.

4º -Mexermos no nosso estilo de vida para defendermo-nos de cair nos padrões de comportamento anteriores.

  Será preciso alguma coragem para mudarmos os nossos padrões? Talvez. Mas o mais importante é querer mudar e passarmos à ação. Sem adiar para amanhã (adiar para amanhã é um padrão de comportamento que afeta muita gente).
Nelson S Lima Prof. de Neurociências e Inteligência Multifocal - Universidade Unifuturo, Paraíba (Brasil)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Aprenda a fazer comida divertida para as crianças




Aprenda a fazer comida divertida para as crianças
Veja dicas e ideias para tornar as refeições das crianças mais alegres, sem deixar de lado alimentos saudáveis

Danielle Nordi, iG São Paulo
Quem nunca passou por momentos de nervosismo tentando fazer uma criança comer brócolis, espinafre ou uma fruta diferente, por exemplo? Se você já tentou distrair, cantar, andar pela casa ou imitar um avião com a colher em punho para que a criança comesse mais um pouco, saiba que a situação é bastante comum.
Longe de se render aos caprichos dos filhos, alguns pais conseguiram virar o jogo e as refeições deixaram de ser momentos de tensão. A fórmula mágica? Criatividade e um pouco de habilidade manual. Pelo menos é isso o que pensa a chef de cozinha Luana Budel  especializada em alimentos funcionais.
“Vale enganar um pouco a criança para que ela receba os nutrientes que precisa. Se a comida ficar bem bonita as crianças não ficam tão resistentes a experimentar ou comer legumes e outros alimentos. Também é importante tentar dar comida feita em casa, com alimentos frescos”, afirma a chef.
Arte no prato
Quando percebeu que a filha nem sequer tocava o lanche enviado todos os dias na lancheira da escola, a indiana Smita Srivastava, criadora do blog “Little Food Junction” decidiu tornar os alimentos mais interessantes. “Depois que comecei a fazer as comidas divertidas, minha filha come tudo que eu sirvo. As preparações são muito rápidas e qualquer um pode fazer. Basta ser criativo”, afirma.
O empresário britânico Mark Northeast passou por problema parecido. “O Funky Lunch começou por acaso. Era muito difícil fazer meu filho comer o lanche. Um dia resolvi mandar um lanche em forma de foguete espacial com estrelas de queijo”, conta Mark que resolveu tornar o passatempo um negócio, inclusive com o lançamento do livro “Funky Lunch – Happy Food for Happy Children”. Em seus workshops, ele ensina pais e filhos os primeiros passos para que consigam brincar mais com os alimentos.
“Você tem que escolher um personagem que seu filho goste e então pensar como fazer. Algumas vezes não dá certo. É preciso ter paciência”, afirma Mark.
Para conseguir colocar a ideia no prato vale qualquer alimento. “Eu uso apenas ingredientes simples, de preferência o que tenho na geladeira. Quando termino e sirvo o prato para o meu filho, sempre vejo um grande sorriso. Ele gosta mais ainda quando recebe amigos aqui e eu faço essas comidas divertidas”, conta a criadora do blog “Cute Food for Kids”, Tiffany Yang.
A convite do iG, a chef Luana Budel idealizou e preparou três pratos com comidas divertidas: um sanduíche de palhaço, um arco-íris de frutas e uma panqueca com o Porco Rei do jogo Angry Birds. Veja o passo a passo e transforme a refeição do seu filho em uma verdadeira obra de arte:


Passo a passo: sanduíche de palhaço

Confira como fazer um sanduíche de palhaço para deixar a refeição do seu filho mais alegre
Danielle Nordi, iG São Paulo



1 cenoura, 1 pimentão, 1 tomate, 1 ovo, azeitonas, 4 fatias de pão integral, 2 col. de sopa de creme de ricota, 1 pepino e mussarela.
Rende 2 porções
Ralar uma cenoura.
Cozinhar um ovo – após fervura, deixar cozinhando por 15 minutos
Passar o creme de ricota no pão e acrescentar fatias de tomate e pepino.
Fazer a boca do palhaço no queijo mussarela em forma de meia lua.
Colocar a boca do palhaço bem perto da borda do pão.
Cortar duas rodelas de ovo para os olhos.
Colocar os olhos logo acima da boca.
Colocar dois punhados de cenoura ralada ao lado do pão.
Cortar um círculo pequeno no pimentão vermelho.
Fazer a boca com a faca em forma de meia lua no pimentão vermelho.
Cortar duas rodelas de azeitonas pretas sem caroço.
Colocar o nariz, olhos e boca no lanche.
Fazer o chapéu do palhaço com a faca retirando as laterais de uma fatia grossa de pepino.
Retire uma pequena tira de pimentão vermelho para completar o chapéu do palhaço.