quinta-feira, 26 de julho de 2012

OS AVÓS E OS NETOS: UM ENCONTRO ENRIQUECEDOR


A importância do convívio dos netos com seus avós.


O nascimento de um bebê transforma completamente o dia-a-dia de um lar. Aos compromissos e responsabilidades já existentes, somam-se outras muito distintas: a de educar ao pequeno da casa, e acompanhar seu desenvolvimento e crescimento. Os prazeres de ter um bebê são muitos, mas não se pode ignorar que o trabalho aumenta.
 Em muitas famílias, conciliar trabalho, casa e filhos, é uma tarefa que requer muita habilidade e, em muitos casos, alguns sacrifícios. A chegada de um bebê não só altera a vida dos pais, mas também a de muitos avós. Poder contar com eles é um recurso muito valioso.
Avós e netos
A presença dos avós é um consolo e um descanso para muitas famílias. As mudanças que provocam o nascimento do bebê os afetam menos que aos pais, e suas obrigações estão em um plano secundário, dependentes da autoridade dos pais do bebê, e da disponibilidade que tenham para compartilhar os cuidados, o afeto e o tempo do bebê com seus consogros.

Relação dos avós com seus netos


Os avós podem proporcionar uma assistência prática, apoio, e uma cadeia de conselhos úteis para cuidar do bebê. O encontro dos avós com seus netos é sempre muito enriquecedor para ambos os lados. Para muitas crianças é encantador estar com seus avós por diferentes e variadas razões.  Alguns porque ao lado dos avós não existem ordens nem obrigações. Outros porque podem fazer coisas diferentes com eles, como preparar biscoitos juntos, comer doces, fazer passeios, ir ao parque, e realizar uma infinidade de atividades que fazem com que eles se sintam mais livres. Alguns netos vêem a seus avós como um amigo, uma espécie de guia, como divertidos, carinhosos, mimosos e que gostam de estar com eles. Mas, claro, tudo depende da forma de ser dos avós. Há também os que apenas envelhecem e continuam tratando aos mais pequenos de uma maneira muito autoritária e muito exigente.
Mas, em geral, os avós sentem muito prazer com seus netos. Estar com eles é também uma forma de renovar-se pessoalmente. É ter mais participação na família e sentir-se mais jovens e atualizados. Aprende-se muito com as crianças.

Relação dos avós com os pais de seus netos


Nem sempre se pode dizer que a relação dos avós com os pais de seus netos seja a melhor possível. Infelizmente, podem existir conflitos quanto ao tipo de educação que é aplicada à criança. As gerações são distintas, e diferentes também são os critérios de educação. Os mais jovens não podem mudar as razões dos mais velhos. Os avós não estão mais para educar. Já educaram, bem ou mal, aos seus filhos.
Os avós estão para dar carinho, dar a mão de vez em quando e passar um bom tempo com seus netos. Se os avós vão estar com os netos, o ideal é que haja um acordo entre as partes, para o bem da criança e de todos. Para isso, é necessário que entre os pais e os avós exista uma relação tranquila, específica e verdadeira, livre de ciúmes, em que reine o respeito às exigências e aos hábitos do outro.

http://br.guiainfantil.com/avos/60-os-avos-e-as-criancas-um-encontro-enriquecedor.html

quarta-feira, 25 de julho de 2012

São Paulo: capital do grafite


São Paulo: capital do grafite


Nos anos 1980, alguns artistas começaram a usar o espaço público para democratizar a arte, e os muros da cidade foram se enchendo de belos grafismos e desenhos. Hoje não é exagero dizer que a capital paulista nos reserva uma surpresa a cada esquina. E o melhor: os fãs dessa estética já encontram também produtos para a casa

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Lucila Vigneron Villaça
Casa Claudia - 06/2012

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Beco do Batman: uma ruazinha sinuosa, que já foi bastante degradada, atualmente exibe desenhos que são renovados constantemente


NO FIM DA DITADURA, O GRAFITE FOI UM GRITO DE LIBERDADE 

Não se espante se você sair pelas ruas de São Paulo num domingo e se deparar com algum grafiteiro pintando muros e paredes dos bairros. Esse é o dia da semana em que a maioria deles escolhe para fazer o que mais gosta: ficar ao ar livre, imprimindo desenhos em espaços públicos. "Eu faço arte para ser feliz, e o que mais me atrai no grafite é a capacidade de criar diálogos com a cidade", conta o grafiteiro Rui Amaral, um dos precursores dessa arte urbana. Sua geração ocupou as ruas com desenhos no início da década de 1980, quando o país ainda amargava a ditadura. "A repressão política fez com que as pessoas se fechassem nas casas. Tomar a rua era um jeito de quebrar o paradigma repressivo", diz o artista Jaime Prades, ex-integrante do grupo Tupinãodá, que ganhou fama nos muros da Vila Madalena no final dos anos 1980.

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Criações de vários artistas enfeitam os muros imensos que margeiam a Radial Leste. Em destaque, desenho de Nina Pandolfo




ARTE DE RUA ESTÁ LÁ PARA QUEM QUISER VER 

Esse bairro da Zona Oeste, aliás, concentra até hoje grafites variados. Basta passar por lá para apreciar os desenhos. A proximidade faz com que o grafite ganhe a simpatia da população, já que as obras das galerias ainda são vistas como algo inacessível. "Com a arte de rua, todo mundo pode entrar em contato", afirma o grafiteiro Thiago Toes, que desde 2009 enveredou também para as telas, incentivado por Nina Pandolfo - criadora das meninas de olhos grandes que estampam muitos muros de São Paulo e mulher de Otávio, da dupla osgemeos. Os irmãos, hoje famosos internacionalmente, foram os principais responsáveis pela projeção do grafite na década de 1990, quando surgiram convites para que mostrassem seu trabalho em diferentes países.

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A região do Brás, no centro cidade, é povoada pelos gatos da artista conhecida por Minhau. Divertidos e cheios de cor, os desenhos alegram ruas e viadutos cinzentos



AS MULHERES TAMBÉM INVADIRAM OS MUROS 

"A globalização foi determinante para a explosão da arte de rua: com a internet, os artistas puderam se atualizar e trocar informações com o mundo. Além disso, a arte ficou ainda mais disponível para o público, o que fez cair a resistência e o preconceito", conta Baixo Ribeiro, dono da Galeria Choque Cultural, que representa diversos artistas do meio. O acesso mais democrático deu chance também às mulheres. Entre elas, está a paulista Minhau, 35 anos. O codinome nasceu dos desenhos de gatos grandes e coloridos, que são sua marca registrada. Estampados na região central, eles encantam quem passa. "Arrancar sorrisos de crianças e idosos na rua é uma experiência viciante. Graças ao grafite, eu me relaciono com pessoas de todos os níveis sociais", diz.

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O painel na av. Henrique Schaumann, em Pinheiro, reproduz cena da São Paulo antiga. Quem assina é o grafiteiro Kobra



DEMOCRATIZAÇÃO DA ARTE TRANSFORMA VIDAS 

"O grafite ajuda também a elevar a autoestima das pessoas", diz o artista conhecido por Birigui, que cresceu na Vila Madalena e ainda criança se sentiu atraído pelos desenhos nos muros. O envolvimento foi natural e acabou transformando o grafite em modo de vida, com a pintura de painéis e portas de aço sob encomenda. E a convivência com artistas de rua e do hip-hop o fez perceber que a arte poderia servir como um meio de inclusão das populações mais carentes "Virei professor numa ONG há dez anos e, desde então, percebi como as pessoas se sentem valorizadas ao entrar em contato com a arte. Gosto de ver como vão construindo seu aprendizado e se desenvolvendo. Isso só é possível porque o grafite é acessível, democrático", diz.

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O túnel de acesso à av. Paulista foi grafitado pela primeira vez em 1987 - e três vezes apagado. Desde 2001, renova-se periodicamente



HÁ UM ANO, O GRAFITE DEIXOU DE SER CRIME 

O assunto gera polêmica: o grafite e a pichação em edifícios públicos eram considerados crimes ambientais e de vandalismo pela legislação brasileira. Em maio do ano passado, somente o grafite foi descriminalizado. Afinal, pichar e grafitar é a mesma coisa? "As pichações, que são rabiscos e letras feitos para demarcar território ou ir contra as instituições, têm seu valor antropológico. Já o grafite é uma forma de arte e envolve conceito e pesquisa", explica Baixo Ribeiro. "Os dois têm a mesma essência: são meios de protesto ou de diversão, na falta de opções de lazer", diz Rui Amaral, que assina o emblemático túnel da avenida Paulista. Aos 51 anos, ele continua ativo: "Não gosto de ficar pintando telas no ateliê. Meu grande barato é mesmo a rua".

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"Prefiro trabalhos grandes ao ar livre. Faço muitos murais sob encomenda", conta Rui Amaral, que está finalizando este pássaro num condomínio da r. Francisco Leitão, em Pinheiros, a convite da família que administra o imóve
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terça-feira, 24 de julho de 2012

Aprenda a fazer comida divertida para as crianças




Aprenda a fazer comida divertida para as crianças
Veja dicas e ideias para tornar as refeições das crianças mais alegres, sem deixar de lado alimentos saudáveis

Danielle Nordi, iG São Paulo
Quem nunca passou por momentos de nervosismo tentando fazer uma criança comer brócolis, espinafre ou uma fruta diferente, por exemplo? Se você já tentou distrair, cantar, andar pela casa ou imitar um avião com a colher em punho para que a criança comesse mais um pouco, saiba que a situação é bastante comum.
Longe de se render aos caprichos dos filhos, alguns pais conseguiram virar o jogo e as refeições deixaram de ser momentos de tensão. A fórmula mágica? Criatividade e um pouco de habilidade manual. Pelo menos é isso o que pensa a chef de cozinha Luana Budel  especializada em alimentos funcionais.
“Vale enganar um pouco a criança para que ela receba os nutrientes que precisa. Se a comida ficar bem bonita as crianças não ficam tão resistentes a experimentar ou comer legumes e outros alimentos. Também é importante tentar dar comida feita em casa, com alimentos frescos”, afirma a chef.
Arte no prato
Quando percebeu que a filha nem sequer tocava o lanche enviado todos os dias na lancheira da escola, a indiana Smita Srivastava, criadora do blog “Little Food Junction” decidiu tornar os alimentos mais interessantes. “Depois que comecei a fazer as comidas divertidas, minha filha come tudo que eu sirvo. As preparações são muito rápidas e qualquer um pode fazer. Basta ser criativo”, afirma.
O empresário britânico Mark Northeast passou por problema parecido. “O Funky Lunch começou por acaso. Era muito difícil fazer meu filho comer o lanche. Um dia resolvi mandar um lanche em forma de foguete espacial com estrelas de queijo”, conta Mark que resolveu tornar o passatempo um negócio, inclusive com o lançamento do livro “Funky Lunch – Happy Food for Happy Children”. Em seus workshops, ele ensina pais e filhos os primeiros passos para que consigam brincar mais com os alimentos.
“Você tem que escolher um personagem que seu filho goste e então pensar como fazer. Algumas vezes não dá certo. É preciso ter paciência”, afirma Mark.
Para conseguir colocar a ideia no prato vale qualquer alimento. “Eu uso apenas ingredientes simples, de preferência o que tenho na geladeira. Quando termino e sirvo o prato para o meu filho, sempre vejo um grande sorriso. Ele gosta mais ainda quando recebe amigos aqui e eu faço essas comidas divertidas”, conta a criadora do blog “Cute Food for Kids”, Tiffany Yang.
A convite do iG, a chef Luana Budel idealizou e preparou três pratos com comidas divertidas: um sanduíche de palhaço, um arco-íris de frutas e uma panqueca com o Porco Rei do jogo Angry Birds. Veja o passo a passo e transforme a refeição do seu filho em uma verdadeira obra de arte:


Passo a passo: sanduíche de palhaço

Confira como fazer um sanduíche de palhaço para deixar a refeição do seu filho mais alegre
Danielle Nordi, iG São Paulo



1 cenoura, 1 pimentão, 1 tomate, 1 ovo, azeitonas, 4 fatias de pão integral, 2 col. de sopa de creme de ricota, 1 pepino e mussarela.
Rende 2 porções
Ralar uma cenoura.
Cozinhar um ovo – após fervura, deixar cozinhando por 15 minutos
Passar o creme de ricota no pão e acrescentar fatias de tomate e pepino.
Fazer a boca do palhaço no queijo mussarela em forma de meia lua.
Colocar a boca do palhaço bem perto da borda do pão.
Cortar duas rodelas de ovo para os olhos.
Colocar os olhos logo acima da boca.
Colocar dois punhados de cenoura ralada ao lado do pão.
Cortar um círculo pequeno no pimentão vermelho.
Fazer a boca com a faca em forma de meia lua no pimentão vermelho.
Cortar duas rodelas de azeitonas pretas sem caroço.
Colocar o nariz, olhos e boca no lanche.
Fazer o chapéu do palhaço com a faca retirando as laterais de uma fatia grossa de pepino.
Retire uma pequena tira de pimentão vermelho para completar o chapéu do palhaço.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

7 alimentos que prolongam a vida


A fórmula da juventude pode ser servida à mesa. Com benefícios comprovados, estes poderosos nutrientes vão ajudá-la a melhorar a saúde e redobrar a disposição e o bem-estar. Bom apetite!




Por Marcia Di Domenico, com fotos de Carlos Cubi


1. TOMATE FORTALECE A MEMÓRIA
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Já se sabe que ele é rico em licopeno, antioxidante que previne o câncer e impede a formação do mau colesterol. Mas um estudo recente, da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, comprovou que o tomate também é fonte de ácido ferúlico, que preserva os neurônios da degeneração provocada pelo stress oxidativo, protegendo contra os males de Alzheimer, de Parkinson e a demência senil. "Duas unidades por dia são suficientes para retardar o aparecimento dessas doenças em quem apresenta predisposição genética a elas", diz o endocrinologista Wilmar Accursio, presidente da Sociedade Brasileira de Antienvelhecimento. Como o fruto é um dos alimentos que mais retêm agrotóxicos em sua casca, prefira os orgânicos.
2. ALHO AUMENTA A IMUNIDADE
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Rico em componentes que ativam o sistema imunológico e combatem vírus, bactérias e fungos que causam infecções, o alho pode agir como coadjuvante no tratamento de resfriados, gripes e aftas, por exemplo. "Além disso, graças aos compostos fitoquímicos (alicina e ajoeno), o alimento ajuda a baixar os níveis de açúcar no sangue e tem ação antioxidante importante no controle do câncer", afirma o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo. Seus compostos ainda inibem a produção do mau colesterol e impedem a arteriosclerose - o espessamento da parede das artérias causado pelo depósito de gorduras. Para colher os benefícios, o médico sugere a ingestão diária de 600 a 900 miligramas de alho cru amassado (um dente grande ou dois pequenos).
3. FRUTAS VERMELHAS PROTEGEM CONTRA O CANCÊR
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Amora, framboesa e morango contêm ácido elágico, que evita o envelhecimento precoce das células e a formação de tumores, segundo pesquisa da Universidade de Brasília publicada em 2006. Além disso, essas frutas têm flavonóides, com propriedades antiinflamatórias, antialérgicas e anticancerígenas. Nesse grupo, Jocelem Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, destaca o mirtilo, que ajuda a reverter o declínio das funções cerebrais e previne cataratas e glaucoma. A nutricionista Vanderlí Marchiori, de São Paulo, sugere o consumo diário de duas taças com um mix de frutas vermelhas (de preferência, orgânicas), um copo de suco (vale usar frutas congeladas) ou duas xícaras de chá feito com as folhas.
4. CASTANHA-DO-PARÁ RETARDA O ENVELHECIMENTO 
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Ela é fonte de vitamina E e selênio, que colaboram para frear a produção de radicais livres, desacelerar o envelhecimento e reduzir o risco de doenças do coração. O mineral, ingerido em doses recomendadas (entre 55 e 70 gramas por dia), evita a propagação do câncer, atua no equilíbrio do hormônio da glândula tireóide e fortalece a imunidade. Um estudo conduzido por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e professores da Universidade Federal do Acre comprovou a eficácia da castanha e de alimentos enriquecidos com farinha de castanha-do-pará na recuperação de crianças desnutridas na Amazônia. "Uma unidade por dia é capaz de suprir as necessidades diárias de selênio", diz Vanderlí Marchiori.
5. MAÇA ACALMA O ORGANISMO 
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O que não faltam são razões para consumir a fruta, de preferência com casca e tudo. Uma unidade contém 85% de água em sua composição e 5 gramas de fibras solúveis e insolúveis, o que significa entre 15 e 20% da dose diária indicada para que o organismo funcione bem. Mas o poder maior da fruta está na quercitina, fitonutriente que reduz os riscos de desenvolver doenças cerebrovasculares e câncer no estômago, fígado e pulmão, principalmente. Cientistas do Núcleo de Pesquisa em Alimentos Funcionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul descobriram ainda que as pessoas que comem pelo menos cinco maçãs por semana respiram e dormem melhor e apresentam menos probabilidade de ter problemas na garganta.


6. LINHAÇA CONTROLA A OSCILAÇÃO HORMONAL
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O alimento é extremamente rico em ácidos graxos ômega 3, baixa o colesterol ruim e a taxa de triglicérides. Estudos recentes atribuem à linhaça propriedades que ajudam a controlar os hormônios. Ela amenizaria os efeitos da TPM e os fogachos da menopausa. "Além disso, a semente é um alimento biogênico, ou seja, é capaz de guardar informações genéticas para a formação de novos seres e, portanto, também funciona como um revitalizante poderoso das funções físicas e mentais", diz a química Conceição Trucom, autora do livro A Importância da Linhaça na Saúde (editora Alaúde). Ela recomenda ingerir uma colher de sopa da semente por dia, polvilhada sobre saladas ou iogurtes ou misturada a pães e bolos. 

7. IOGURTE PREVINE DOENÇAS
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O valor desse alimento está nos 6 milhões de bactérias probióticas por mililitro. "Além de equilibrar a flora intestinal, elas auxiliam no trabalho de absorção dos nutrientes", diz a endocrinologista Alessandra Rascovski, de São Paulo. No livro A Dieta Perricone - Aprenda a Perder Peso e Cuidar da Pele e da Saúde ao Mesmo Tempo (editora Campus), o dermatologista americano destaca que o consumo regular de alimentos probióticos previne infecções causadas por fungos, melhora a imunidade, controla o colesterol e reduz o risco de câncer. Um copo de iogurte por dia já traz todos esses benefícios desde que não tenha corantes, conservantes, espessantes nem adição de açúcar - tudo isso pode atrapalhar a sobrevivência das bactérias no organismo.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Como será o futuro dos museus?



Museu do amanhã, que está sendo construído no Píer Mauá, no Rio de Janeiro

Como será o futuro dos museus?


Museus de todo o mundo enfrentam o desafio de se reinventar acompanhando as transformações da sociedade. Conheça três projetos que propõe uma nova percepção das pessoas em relação à cidade e ao conteúdo em exposição


Dia 18 de maio é comemorado em todo o mundo o Dia dos Museus. Além de propiciar acesso à arte, cultura e educação, os museus passam pelo desafio de acompanhar as novas ideias e comportamentos da sociedade. Como se afinar a um público cada vez mais conectado e tecnológico e, ao mesmo tempo, provocar diferentes percepções sobre o que está exposto?

Este foi o tema de um interessante bate-papo realizado ontem noMuseu do Futebol, em São Paulo, entre o filósofo Rogério da Costae o curador do museu Leonel Kaz. Citando o antropólogo e escritor brasileiro Darcy Ribeiro, que criou o termo "ninguendade" para designar a falta de identidade dos primeiros nascidos no Brasil, Kaz falou sobre o significa uma visita a um museu. "Ir a museu hoje é entrar em uma grande cidade. O sujeito deixa de ter a ninguendade dele e vê conceitos que pode se apropriar", disse. 

O desafio, então, é não se limitar a ser apenas um lugar de arquivo e memória, e sim um ponto de encontro e interação. "Nossa função educacional é reverter a visão óbvia de tudo. Esse é o nosso papel nas novas cidades", afirmou Kaz. 

"O grande desafio das cidades é como estabelecer relações com as pessoas", disse Rogério da Costa. "A nossa vida se fundamenta na possibilidade de estabelecer relações que produzem em nós afeto e imagem". Para o filósofo, as cidades, por serem consideradas um organismo de inteligência, podem refletir sobre sua condição e entender que tipos de encontros e interações permitem nas suas dinâmicas de infraestrutura, transporte, trabalho, lazer, cultura e etc. 

Durante a conversa, foram citados três museus de planejamentos que procuram melhorar a relação das pessoas com a cidade e o conteúdo apresentado: 

MUSEU DO AMANHÃ, RIO DE JANEIRO 
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O projeto de um prédio futurista que usa recursos naturais como a energia captada do Sol e a água da Baía de Guanabara deverá ficar pronto daqui a 2 anos e meio. O museu deverá criar uma atmosfera sobre as possibilidades do futuro. "É um projeto do homem como invenção de si mesmo, que tem que imaginar a si mesmo no futuro. Não é apenas um museu de ciência ou de futuro, mas de possibilidades", disse Kas. 

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM, RIO DE JANEIRO 
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No interior deste museu - que ainda não está pronto - os espaços dialogam uns com os outros. Do lado de fora, na fachada, rampas que usam o mesmo mosaico do calçadão da Praia de Copacabana permitem o acesso de qualquer pessoa até o último andar do museu de onde é possível apreciar a mesma vista das coberturas da Av Atlântica. 

MAXXI - MUSEU DE ARTE DO SÉC XXI, ROMA 
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Projeto da arquiteta israelense Zaha Hadid, este museu tem entrada em um ambiente estreito que dá acesso a uma sala de pé direito alto e com uma enorme janela com vista para a cidade de Roma, na Itália, como se ela invadisse o próprio museu. 

"Há uma modificação das percepções. Não é apenas entrar nos museus e ter os quadros nas paredes, mas entrar em uma outra cenografia", concluiu Kaz
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

O poder da massa


O poder da massa


Com o dinheiro de milhares de desconhecidos, projetos que pareciam impossíveis estão saindo do papel. O segredo: os financiadores não querem lucrar - entram nessa pela ideia e pelo ideal


Você provavelmente já conhece essa história: cansados de serem ignorados por bandas internacionais, alguns cariocas resolveram juntar dinheiro (entre pessoas que não se conheciam, mas gostavam do mesmo som) e convidar atrações gringas para tocar na cidade. Nascia o Queremos, um site de financiamento coletivo: um tipo de vaquinha virtual feita por apoiadores de uma mesma ideia.

A novidade é que esse tipo de financiamento, o crowdfunding, também tem funcionado para criar empresas. Vários produtos, inclusive, se tornaram realidade com a ajuda do financiamento coletivo. Um dos mais famosos é uma alça que transforma o iPod Nano em relógio - o sujeito que teve a ideia recebeu doações de dezenas de milhares de pessoas para desenvolver a pulseira. E acabou com quase US$ 1 milhão no bolso. Outro criou um dock bonitão de iPhone feito em alumínio. Recebeu US$ 1,4 milhão.

Quem faz a coleta de dinheiro para esse tipo de projeto são especialistas em financiamento coletivo. Sites como o IndieGoGo e o RocketHub ajudam pessoas do mundo todo a pedir dinheiro para desenvolver suas ideias. Só em 2011, o Kickstarter, um dos principais portais de crowdfunding, registrou 27 mil projetos, ajudados por 30,5 milhões de pessoas (veja mais no gráfico ao lado). No Brasil, a movimentação ainda está começando, tocada por sites como o Incentivador, o Catarse e o próprio Queremos - por eles e pela torcida do Palmeiras, que tentou usar o crowdfunding para trazer o meia Wesley (a vaquinha não deu certo). Mas o que não falta são casos que deram.

UMA CIDADE FINANCIADA
Imaginamos uma metrópole construída com fundos coletivos. Seríamos mais politizados e teríamos cervejas melhores

Cervejarias artesanais As microcervejarias fazem parte de um dos setores mais ativos do crowdfunding. Elas oferecem produtos com uma aura de exclusividade, de produção caseira e cuidadosa. E tanta singularidade não custa caro: no Kickstarter, um projeto que pretendia construir uma cervejaria artesanal arrecadou US$ 40 mil.

Arte nas paredes
Em um mundo financiado, não faltariam projetos que misturam arte e ativismo social. Em Londres, um grupo de artistas resolveu transformar um muro em galeria. Juntaram US$ 33 mil. Para tentar diminuir a violência e unir a comunidade, um grupo queria pintar as paredes da cidade mexicana de Puebla. Conseguiram US$ 30 mil.

Protestos nas ruas
Só no Kickstarter, são quase 100 projetos relacionados ao movimento Occupy. Jornais, revistas, filmes e livros dedicados a registrar as ocupações ao redor do mundo. Os ativistas também pedem dinheiro para fazer placas e cartazes. Já conseguiram verba até para bonecos gigantes, que foram usados durante uma performance em Nova York.

Espaços verdes Outra onda no mundo do crowdfunding é aumentar os espaços verdes em centros urbanos. Com US$ 23 mil, um pes-soal do Brooklyn, em Nova York, construiu uma horta de 4 mil m² no topo de um prédio. Com US$ 27 mil, dois amigos transformaram um caminhão em estufa e viajaram o país dando aulas de agricultura.

Produtos sustentáveis Nas lojas de roupa desta cidade "crowd financiada", as coleções são pensadas para quem quer se vestir sem matar vacas e poluir rios. No mundo real, tem até uma Eden Outfitters, versão verde de uma loja americana chamada Urban Outfitters. No Kickstarter, a segmentação é forte, com roupas para mulheres ciclistas e viciados em beisebol.



NO BRASIL Conheça os projetos mais populares por aqui:

Bandas internacionais Os shows de bandas internacionais (e um pouco desconhecidas) aconteceriam toda semana. O Queremos já trouxe Vampire Weekend, Kings of Convenience e Foster the People. E quem investiu no evento entrou de graça.

Documentários no cinema
Nos cinemas desta cidade, só daria documentário. O gênero tem se beneficiado muito com o crowdfunding. O portal Incentivador ajudou na produção do recém-lançado Raul: o Início, o Fim e o Meio e financiou Cauby: Começaria Tudo Outra Vez.

Música
Aqui é bem mais fácil ter e manter uma banda. Com a ajuda do site Catarse, A Banda Mais Bonita da Cidade financiou cada uma das faixas do primeiro disco. Das 12 músicas cadastradas, 11 receberam a grana suficiente e foram gravadas. O portal só trabalha com projetos culturais ¿ revistas, livros, filmes e discos
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sábado, 14 de julho de 2012

Chocolate preto protege a pele dos raios de sol, diz estudo


Chocolate preto protege a pele dos raios de sol, diz estudo




Os fanáticos por chocolate têm agora uma boa razão para comer o doce sem culpa. Um estudo recente realizado pelo Instituto de Nutracêuticos e Alimentos Funcionais da Universidade de Laval, no Canadá, apontou que o chocolate preto protege a pele dos efeitos nocivos causados pelos raios ultravioleta.

Para comprovar essa relação positiva entre o chocolate e a saúde da pele, os pesquisadores canadenses reuniram cerca de 60 mulheres que foram divididas em dois grandes grupos. Cada uma das participantes do primeiro conjunto recebeu quatro tabletes de chocolate preto, enquanto as integrantes do segundo consumiram chocolate normal (ao leite). Durante o período do estudo, as voluntárias de ambos os grupos tiveram algumas partes do corpo expostas ao sol.

Ao final da pesquisa, os cientistas descobriram que as mulheres que comeram chocolate preto estavam mais protegidas à radiação solar do que as que consumiram o outro tipo de guloseima. De acordo com eles, esse efeito aconteceu porque o chocolate preto é rico em polifenois - substâncias encontradas no cacau e na formação de antioxidantes naturais que blindam a pele contra a radiação solar.

“Além de protegerem as células da pele dos danos que podem ser causados pelos raios ultravioleta, os polifenois têm uma potente atividade antioxidante contra a formação de radicais livres que aparecem em decorrência da exposição solar e do processo de envelhecimento biológico”, informa Mariana Tremel Barbato, dermatologista, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Benefícios para a pele
Quem pensa que o chocolate preto atua apenas contra os efeitos dos raios ultravioleta está enganado. Por ser rico em gordura, ele acaba sendo um prato cheio para combater também a pele ressecada. “As gorduras presentes no cacau formam uma barreira protetora que não deixa a umidade natural da epiderme escapar. Além disso, os poderosos antioxidantes do chocolate melhoram a circulação sanguínea e o aspecto da pele, que fica mais bonita e viçosa, pois o sangue é o condutor que transporta os nutrientes para os tecidos do corpo”, explica Priscila Bongiovani Spiandorello, nutricionista, associada do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional (C
BNF).





Como consumir?
Apesar de tantos benefícios, o consumo do chocolate deve ser feito com cautela. “Mesmo sendo bom para impedir a formação de coágulos nos vasos sanguíneos, melhorar a o humor e ajudar na beleza da pele, o chocolate não deixa de ser um alimento calórico. Por isso, recomendamos que o consumo seja feito em pequenas quantidades e que as pessoas optem sempre pelo amargo (chocolate mais escuro), que contém menos açúcar, cerca de 50% a 85% de cacau e 250 a 450 miligramas de antioxidantes”, revela Priscila.

Vale lembrar que o chocolate também pode fazer bem à pele, quando utilizado de outras formas, como em cremes que podem ser aplicados diretamente no corpo, por exemplo.. De acordo com a dermatologista, produtos que levam o chocolate preto e o cacau como matéria-prima são indicados justamente porque têm ação antioxidante e hidratante, que deixam a pele mais macia e favorecem a redução das marcas de expressão.


Fonte: JORNAL DO BRASIL – RJ