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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Dez mandamentos da leitura
1. Divirta-se com a leitura
Você não precisa ler o que não gosta ou não entende.
2. Encontre o seu gosto pessoal
Procure uma livraria ou biblioteca onde possa devorar vários títulos.
3. Não levante falso testemunho
Nunca indique um livro que não gostou nem entendeu.
4. Não viaje sem companhia de um livro
Para que sua viagem seja mais divertida, tenha mais de uma opção na bagagem.
5. Não fique preso a estilos e autores
Explore o máximo possível novos livros e estilos.
6. Cultive o hábito de leitura
Mesmo cansado leia um pouco, isto de ajuda a relaxar.
7. Corra para uma livraria
Aquele cheirinho de livro novo, abre o apetite para devorar novos livros.
8. Não faça da leitura uma regra
Deixe que os livros tornem-se seus companheiros.
9. Descubra novos horizontes
Na leitura você pode viajar sem sair do lugar.
10. Não dá para viver sem ler
Quem lê vive mais e melhor.
Imagem: sxc.hu
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Criança e televisão
Criança e
televisão
Num país em que as crianças passam
cada vez mais tempo em frente à televisão, se faz necessário discutir a
respeito dessa relação Criança-TV.
Todos os dias, a cena se repete: ao voltar da escola, a criança larga a mochila no chão e, em seguida, liga a TV. Temos que salientar que não é hábito somente das crianças, todos nós estamos muito ligados à televisão. É importante considerar que ela nos mantém informados e é um avanço tecnológico imensurável.
Todos os dias, a cena se repete: ao voltar da escola, a criança larga a mochila no chão e, em seguida, liga a TV. Temos que salientar que não é hábito somente das crianças, todos nós estamos muito ligados à televisão. É importante considerar que ela nos mantém informados e é um avanço tecnológico imensurável.
Segundo dados do IBOPE, as crianças
brasileiras passam em média 5 horas diárias em frente da TV e assistem
aproximadamente 40 mil propagandas em 1 ano.
A criança tem normalmente uma atitude
passiva vendo TV, não lhe é exigido nenhum esforço mental, nenhum trabalho
criativo, enfim, ela não precisa nem pensar.
A TV proporciona companhia imediata e
mecânica. Não é mais preciso chamar o amiguinho da rua, não existe
relacionamento, também não é preciso criar nada, as coisas já vêm prontas.
Diante disso, vemos crianças apresentando problemas de coordenação motora ampla
e fina, problemas para escrever e dificuldades para manter atenção e
concentração nas atividades escolares.
A criança tem necessidade de
desenvolver as habilidades próprias da natureza humana, ou seja, interagir com
as pessoas com as coisas que a natureza oferece e, através dessa interação,
desenvolver-se.
A primeira infância é marcada pela
fragilidade de suas estruturas de personalidade ainda em formação. Até os 4
anos, a criança não consegue diferenciar propagandas de programas, e, conforme
as pesquisas, bastam 30 segundos para uma marca influenciá-la. Enquanto
assistem a programas infantis veiculados pelas emissoras de TV, nos intervalos
comerciais, a educação para o consumismo vai se instalando de forma poderosa.
Não podemos confundir o sentido da
vida e da felicidade com consumismo. Temos que analisar qual a influência de
tal exposição na subjetividade de uma criança. Darcy Ribeiro, um dos maiores
educadores do Brasil, dizia: “Enquanto num turno a escola educa, no contraturno
a TV deseduca”.
Qual infância estamos construindo
hoje? Temos que cuidar da atenção da criança, eis algumas orientações:
·
Em ambientes onde encontram-se crianças menores de 4 anos brincando,
mantenha os aparelhos de TV desligados.
·
Lembre-se que a atenção
periférica nas crianças pequenas é bastante apurada, mais até que a dos
adultos. Enquanto brincam no canto da sala, vão assimilando e absorvendo o que
acontece ao seu redor.
·
Os olhos e os ouvidos das crianças pequenas são muito sensíveis,
portanto, não é conveniente assistir dramas, coberturas sensacionalistas de
tragédias humanas e até propagandas.
·
É recomendável que a criança tenha acesso a TV somente após completar 4
anos e com a presença de um adulto para orientá-la.
·
Recorra a vídeos e DVDs para distrair as crianças pequenas. Nesta fase,
sentem prazer na repetição e é importante para a suaaprendizagem. Desenhos
lúdicos, vistos moderadamente, estimulam a criatividade e a fantasia.
·
É fundamental organizar os horários para assistir e fazer da TV uma
forma de lazer. É importante que os pais estejam atentos para o que os seus
filhos estão vendo na TV ou na Internet e quanto tempo demoram nessas
atividades.
·
Proibir os filhos de assistir TV não é conveniente. O que se pode fazer
é participar comentando sobre os programas com seus temas, enfim, estimular uma
atitude crítica.
Cabe aos pais ou responsáveis tomar
atitudes positivas e coerentes no sentido de evitar o uso indiscriminado da
televisão por seus filhos. Não é uma tarefa fácil. Faz-se necessário cuidar da
saúde, física, intelectual e principalmente ética, espiritual e emocional das
futuras gerações.
Passar o maior tempo possível com seu
filho, um tempo de qualidade, é determinante! A primeira infância passa rapidamente
e o tempo, a atenção e o carinho, doados nestes anos iniciais, irão
acompanhá-los por toda a vida.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Papel dos pais na educação dos filhos
Revista Veja

Estudo ressalta a importância da influência paterna na formação dos filhos
Aida Veiga
Chorou, chama a ma-mãe. Machucou-se, vem a mamãe. Vai mal na escola, convoca a mamãe. Está deprimido, mamãe percebe. Envolveu-se com drogas, mamãe não dorme. E o papai? Papai também se preocupa, claro, mas nem de longe com o mesmo empenho. Neste mundo de mulheres que conquistaram o direito ao emprego fora de casa e ao respeito masculino, continua hábito disseminado, ainda que não falado e muito menos admitido, transferir filho, com armas e bagagem, para a responsabilidade única da mãe – como se pai fosse uma figura meio descartável na formação da criança. Não é, e sua falta rende problemas para a vida inteira.

Villar: escritório em casa para passar mais tempo com o filho, Rafael |
Nos Estados Unidos, uma pesquisa recente do National Center on Addiction and Substance Abuse, o Casa, descobriu que o perigo do envolvimento com drogas é 30% maior em crianças criadas apenas pela mãe. Pior: nas famílias convencionais em que filhos não têm bom relacionamento com o pai, o risco sobe para 68%. Outros estudos indicam que filhos sem pai têm três vezes mais possibilidades de ir mal na escola, precisar de tratamento psicológico e cometer suicídio. No Brasil, pesquisa do Datafolha mostrou que 70% dos menores infratores internados na Febem não vivem com o pai. "Não estamos fazendo apologia do casamento, mas, quando decide ter um filho, o homem precisa estar consciende de que este, sim, é um compromisso indissolúvel", diz Joseph Califano, professor da Universidade Columbia e responsável pela pesquisa do Casa. "Muita gente acha que a mãe pode cuidar sozinha dos filhos, mas os números mostram que não é assim. Ela não consegue ser mãe e pai ao mesmo tempo", alerta.
Não é que os pais de hoje não saibam que pai faz falta. Eles sabem, pois ninguém, nem o mais alienado dos progenitores, escapa da torrente de palestras, debates e livros sobre o assunto. Aliás, um lembrete: os filhos também têm acesso a essas informações e se sentem por isso mesmo ainda mais privados da companhia paterna. "A noção que o homem tinha do que é ser um bom pai mudou muito nos últimos vinte anos", afirma David Popenoe, sociólogo da Rutgers University, autor do elogiado livro Life without Father (Vida sem o Pai). "Ele pode acertar ou errar na educação, mas com certeza passa mais tempo com o filho do que seu pai passou com ele." O problema é que, ao primeiro canto da sereia – trabalho acumulado, viagens, reuniões, pôquer com a turma – , lá vai papai se distanciando do filho. Também não parece ser solução o esforço homérico para acompanhar a gestação, estar presente ao parto (meu Deus, quanto sangue!), aprender a trocar fraldas e ir às reuniões da escolinha. Como sabe a maioria das mães, esse tipo de dedicação dura, no máximo, até os primeiros anos escolares.
Do primogênito. "Ser paizão está na moda", atesta o psiquiatra paulista Içami Tiba, especializado em crianças e adolescentes. "Faz parte da imagem do sujeito bem-sucedido trocar uma fralda e ir ao parquinho. Mas, quando o filho cresce um pouco, o pai desaparece para não ter aborrecimentos." Isso não resolve, claro.
Ricardo Benichio![]() |
Moraes, entre Alice e Rita:
amigos demais na hora
de impor limites |
Brincar junto – Em geral, nesses casos o raciocínio paterno por trás da retirada estratégica é: a mãe é dedicada, cuida muito bem dele, e eu preciso trabalhar para garantir o presunto da casa. Muito meritório, mas insuficiente. Pai, como fica amplamente demonstrado no estudo do Casa, é fundamental na vida da filha e, principalmente, do filho. Por quê? Pela mais antiga das razões: "É ele quem coloca limites e serve de exemplo", afirma Yves De La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, USP. Ou seja, pai que é pai tem de saber dizer o que é certo e o que é errado e pelo menos tentar pôr o filho na direção certa. Isso pode ser uma chateação para os dois tipos mais comuns de papai moderno: o que quer distância dos problemas e o que sonha em ser o amigão do pimpolho.
No entanto, é fundamental. "Não adianta ficar só dando conselho, ser amigo. Tem de dizer até onde o filho pode ir", explica De La Taille. Definir limites é função muitas vezes antipática, ainda mais levando em conta que o pai dispõe de pouco tempo para os filhos e, em nome do bom relacionamento, não quer gastar aqueles momentos dizendo não. Mas, como a prática demonstra, não tem por onde escapar, e quem escapou se arrepende. O produtor de TV paulista Ninho Moraes, 42 anos, pai de Rita, 19, e Alice, 16, divorciou-se logo depois do nascimento da mais nova e desde então procura, como ele diz, "fazer da paternidade uma profissão de fé". Raros foram os dias em todos estes anos em que não esteve com elas, nem que fosse apenas no trajeto casa– escola.
"Viramos grandes amigos", diz. "Mas houve um excesso de liberdade, e elas viraram adultas muito cedo, tomando decisões sem o meu aval." É o tipo de conseqüência que o arquiteto paulistano Jacques Dolski, 43 anos, pisa em ovos para não vivenciar. Separado da mulher, ele cuida há seis meses dos filhos Gabriel, 13, e Alexandre, 10. A decisão de morar com ele partiu dos meninos, depois de ficarem dois anos com a mãe nos Estados Unidos. "Era tudo o que eu queria. Mas não está sendo fácil", admite Dolski. "Não dá para ser romântico e deixá-los fazer tudo só porque preferiram viver comigo."
Ricardo Benichio![]() |
Dolski: depois da separação,
os filhos decidiram morar
com ele |
Fica, portanto, o alerta: o paizão que permite tudo não está cumprindo a contento seu papel. O pai-fera, que não permite nada, tampouco. Mas ambos ainda somam mais pontos a seu favor do que o pai que se ausenta, na doce ilusão de que um dia, quando ele e o filho falarem a mesma língua, as coisas vão se ajeitar.
"Quem espera pela adolescência para envolver-se com o filho descobrirá que pode ser tarde demais", explica o psiquiatra Francisco Assumpção Jr. Primeiro porque, como se sabe, adolescente é um ser arredio que em geral não quer saber de papo nem com pai nem com mãe. Além disso, as brincadeiras de infância típicas de pai-filho, como jogar bola ou se arriscar na roda-gigante, ajudam a criança a aperfeiçoar sua habilidade de se envolver com os outros, lidar com frustrações e resolver problemas. "Por meio de um relacionamento caloroso e brincalhão, o pai ensina o filho a ter controle emocional e infunde um sentimento de segurança e bem-estar que vai torná-lo mais autoconfiante", argumenta o psicólogo William Pollack, da Universidade Harvard, em seu livro Meninos de Verdade, sobre os efeitos da paternidade, que acaba de ser lançado no Brasil.
"Os pais mais eficientes são os que simplesmente acompanham os filhos numa atividade." Adepto fervoroso desse princípio, o empresário de Brasília José Roberto Cunha Silva sempre que pode passa fins de semana e feriados grudado nos filhos, José Roberto Filho, 14, Alexandre, 13, e Júlio, 3 (veja quadro). "Fica mais fácil ser ouvido estando perto deles", afirma.
Ricardo Benichio![]() |
Klink, com as gêmeas:
"Quando voltei, não me largaram dois dias seguidos" |
"Não largavam meu braço" – Agora, se o dia de trabalho é invariavelmente longo e acaba engolindo o fim de semana também, apele para uma saída iconoclasta: leve trabalho para casa. Isso mesmo – abolete-se no escritório caseiro com a papelada e disposição para uma ou outra interrupção. "Pelo menos, é um tempo em que estou lá, disponível e presente, criando um vínculo", diz o ocupadíssimo engenheiro carioca Renato Argento, 45 anos, pai de Renata, 17, e Júlio, 15. O empresário curitibano José Cláudio Villar foi além e, há quatro meses, transferiu seu escritório para casa. Diz não se incomodar com as interrupções que volta e meia Rafael, 9, e Larissa, 4, o obrigam a fazer. "Sei a falta que um pai faz", conta. "O meu era piloto e vivia viajando.
Não queria repetir a mesma história." Já o navegador Amyr Klink conhece a ladainha dos deveres do pai de cor e salteado, mas até hoje não encontrou jeito de encaixá-la em sua vida. Klink partiu para uma inédita circunavegação da Antártica quando suas gêmeas, Laura e Tamara, tinham 19 meses.
Ao voltar, elas tinham 2 anos e conheciam papai de fotografia. "Estavam tão nervosas, com medo de que eu sumisse novamente, que não largaram meu braço por dois dias seguidos", comenta. "Iam junto comigo até ao banheiro." Há oito meses em casa, deu para estreitar um pouquinho o vínculo e providenciar mais um bebê, outra menina, que nasce até o fim do ano. É bom que não atrase, porque papai já tem outra viagem marcada, de quatro meses. "Pelo menos tento compensar brincando com elas todo o tempo livre, quando não estou no mar."
Com reportagem de Daniella Camargos, de Belo Horizonte,
e Juliana Reis, de Curitiba
e Juliana Reis, de Curitiba
segunda-feira, 9 de julho de 2012
A revolução constitucionalista de 1932
Cartaz de convocação de voluntários.Acervo do Instituto Histórico e Geográficode São Paulo. Foto: Renato Chaui
"Getúlio vem com uma nova proposta de modernização do país. O grupo que chega ao poder pretende promover essas mudanças de maneira autoritária, sem consultas eleitorais", conta Alexandre Hecker, professor de História Contemporânea da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Mackenzie. O novo presidente fecha o Congresso Nacional, anula a Constituição de 1891 e depõe governadores de diversos estados, passando a nomear interventores. As medidas desagradam profundamente as elites paulistas tradicionais. "Esses grupos, que eram ligados ao Partido Republicano Paulista (PRP) e haviam sido derrotados pela revolução de 1930, passam a trabalhar em oposição ao governo de Getúlio", diz Alexandre. Já, a partir de 1931, se junta a essa elite deposta um "grupo mais moderno", que exige do governo a criação de uma carta magna que regesse a legislação do país - algo que Vargas vinha adiando cada vez mais - além de eleições gerais para presidente da república.
Ao mesmo tempo em que se formava esse grupo opositor, fortaleciam-se, em São Paulo, os chamados tenentistas, constituídos não apenas por militares, mas também de civis que agiam sob sua liderança. "Eles se reuniam no Clube Três de Outubro e apoiavam as ações do governo", explica o professor. "Havia diversas brigas de rua entre os estudantes do Largo São Francisco e esse grupo getulista, os tenentistas".
No dia 23 de maio, essas forças se encontraram e se defrontaram nas ruas de São Paulo, o que resultou na morte de alguns estudantes em praça pública, que ficaram famosos como MMDC (sigla das iniciais dos quatro jovens mortos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Mais tarde, adicionou-se a letra A, de Alvarenga, ao final da sigla, de outro jovem que acabou morto por causa do conflito).
Essas mortes foram o estopim que deu início no dia 9 de julho de 1932 à Revolução Constitucionalista. Com a ajuda dos meios de comunicação em massa, o movimento ganha apoio popular e mobiliza 35 mil homens pelo lado dos paulistas, contra 100 mil soldados do governo Vargas. "Havia uma possibilidade de que outros estados viessem em apoio ao governo do estado de São Paulo, mas ele ficou isolado e, com isso, se desenvolveu uma série de batalhas", destaca Alexandre. Foram quase três meses de batalhas sangrentas, encerradas em 2 de outubro daquele mesmo ano, com a derrota militar dos constitucionalistas. "Moralmente, porém, em termos de denúncia política, o movimento foi vencedor, porque logo depois do término do conflito, o governo federal convocou eleições para uma Assembleia Constituinte, que promulgou a Constituição do Brasil em 1934. Foi também quando, pela primeira vez no país, as mulheres participaram do processo eleitoral", ressalta o historiador.
O termo "revolução" para o movimento constitucionalista não é muito adequado àquilo que se propunha fazer, segundo o professor. "Não era uma revolução. Na verdade, desejava-se a normatização da legislação e do processo eleitoral, e não uma mudança no sentido de alteração das relações de poder ou qualquer coisa que significasse uma limitação no processo de desenvolvimento capitalista", afirma. Ele diz que, para alguns historiadores, o movimento é considerado até conservador e anti-revolucionário. "Era uma elite derrotada que queria voltar ao poder e encontraram nesse movimento uma desculpa para isso".
terça-feira, 26 de junho de 2012
As profissões mais promissoras do mercado
Você sabia que as carreiras mais promissoras são atualmente para os profissionais com maior conhecimento específico de uma área, aliando habilidades técnicas e criatividade ?
Foto: Marcos D'Paula

Acima, uma plataforma petolífera. A carreira como Engenheiro de petróleo é considerada com uma das mais promissoras, conheça as outras!
Como escolher as carreiras mais promissoras dos próximos vinte anos? Uma resposta pode ser encontrada no mais abrangente estudo já realizado sobre o assunto, The Shape of Jobs to Come (Como serão os empregos, em tradução livre), concluído no ano passado pela consultoria inglesa FastFuture, com o patrocínio do governo britânico. A pesquisa apontou 110 carreiras cujo ponto em comum é o fato de serem fundamentadas e terem surgido na esteira da inovação e dos avanços científicos. A maior parte delas se concentra em áreas como internet, meio ambiente, demografia e tecnologia. O estudo considera que, devido às características próprias, essas carreiras representam uma ruptura na tradição do trabalho, um verdadeiro "novo emprego". Para ocupá-lo, é preciso ser especialista, ter conhecimento específico e profundo de uma determinada área. Coisa que não significa, necessariamente, exibir um diploma ou um curso de pós-graduação, ainda que a formação universitária seja o mínimo necessário na maioria das atividades.
A especialização pode muito bem ser decorrente da experiência, do talento e da capacidade de cada um para encontrar soluções originais em um mundo cada vez mais embaralhado. Escolhido neste ano uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, o finlandês Peter Vesterbacka é uma estrela em ascensão desse "novo emprego". Ele largou um cargo na Hewlett-Packard, o gigante dos computadores, para tentar ganhar a vida com seu hobby, o desenvolvimento de games. Com 200 milhões de downloads em smartphones e tablets em pouco mais de um ano, seu jogo Angry Birds o transformou numa celebridade digital. E também em um homem rico.
O novo emprego é um híbrido dos extremos profissionais do século passado. Os títulos atuais tendem a ser referência a atividades tipicamente intelectuais (técnico, especialista, analista), mas quase sempre envolvem executar tarefas com as próprias mãos, como os operários numa fábrica. Um desenhista de animação em 3D, para citar como exemplo uma nova atividade na qual os brasileiros se destacam, realiza um trabalho basicamente cerebral, criativo, mas necessita de habilidade manual e conhecimento técnico para se utilizar do computador e de programas gráficos de última geração. A expansão em ritmo acelerado e, sobretudo, a modernização da economia brasileira abriram espaço no país para as "novas profissões". Abrir espaço, por sinal, é uma imagem pobre para descrever as imensas dimensões do fenômeno. O Brasil criou 2,8 milhões de empregos formais no ano passado, quase o dobro do recorde anterior, de 2007. Prevê-se que fechará este ano com o acréscimo de outro 1,9 milhão de vagas. Desse total, 1,2 milhão não será preenchido por absoluta escassez de candidatos com a qualificação necessária.
Duas pesquisas recentes - uma da Confederação Nacional da Indústria, com 1 616 empresas, e outra da Fundação Dom Cabral, com as 130 maiores companhias do país - revelaram que a dificuldade em contratar é um problema sério em sete de cada dez empresas brasileiras. Isso decorre, em parte, da deficiência da educação nacional, uma ferida que só o tempo e boas políticas podem sanar. O maior abismo, contudo, é consequência direta do enorme apetite das empresas brasileiras por especialistas nas "novas profissões". VEJA escolheu vinte dessas profissões para ser analisadas de perto. Parte delas consta da relação elaborada pelo estudo inglês, e o critério adotado na seleção final foi objetivo: a existência de demanda no Brasil para cada uma dessas profissões.
-




- Analista de redes sociais




- Analista de palavra-chave (seo)




- Gerente de e-commerce




- Especialista em ferramentas de inovação




- Ciências




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- Biotecnólogo




- Nanotecnólogo




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- Engenharia




- Engenheiro de petróleo




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- Entretenimento




- Desenvolvedor de apps




- Game designer




- Artista digital em 3D




- Sound designer




- Saúde




- Gerontólogo




- Farmacoeconomista




- Cirurgião robótico




- Gerente de doenças crônicas




- Meio ambiente




- Consultor em sustentabilidade




- Hidrólogo




Você sabia que as carreiras mais promissoras são atualmente para os profissionais com maior conhecimento específico de uma área, aliando habilidades técnicas e criatividade ?
Foto: Marcos D'Paula

Acima, uma plataforma petolífera. A carreira como Engenheiro de petróleo é considerada com uma das mais promissoras, conheça as outras!
Como escolher as carreiras mais promissoras dos próximos vinte anos? Uma resposta pode ser encontrada no mais abrangente estudo já realizado sobre o assunto, The Shape of Jobs to Come (Como serão os empregos, em tradução livre), concluído no ano passado pela consultoria inglesa FastFuture, com o patrocínio do governo britânico. A pesquisa apontou 110 carreiras cujo ponto em comum é o fato de serem fundamentadas e terem surgido na esteira da inovação e dos avanços científicos. A maior parte delas se concentra em áreas como internet, meio ambiente, demografia e tecnologia. O estudo considera que, devido às características próprias, essas carreiras representam uma ruptura na tradição do trabalho, um verdadeiro "novo emprego". Para ocupá-lo, é preciso ser especialista, ter conhecimento específico e profundo de uma determinada área. Coisa que não significa, necessariamente, exibir um diploma ou um curso de pós-graduação, ainda que a formação universitária seja o mínimo necessário na maioria das atividades.
A especialização pode muito bem ser decorrente da experiência, do talento e da capacidade de cada um para encontrar soluções originais em um mundo cada vez mais embaralhado. Escolhido neste ano uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, o finlandês Peter Vesterbacka é uma estrela em ascensão desse "novo emprego". Ele largou um cargo na Hewlett-Packard, o gigante dos computadores, para tentar ganhar a vida com seu hobby, o desenvolvimento de games. Com 200 milhões de downloads em smartphones e tablets em pouco mais de um ano, seu jogo Angry Birds o transformou numa celebridade digital. E também em um homem rico.
O novo emprego é um híbrido dos extremos profissionais do século passado. Os títulos atuais tendem a ser referência a atividades tipicamente intelectuais (técnico, especialista, analista), mas quase sempre envolvem executar tarefas com as próprias mãos, como os operários numa fábrica. Um desenhista de animação em 3D, para citar como exemplo uma nova atividade na qual os brasileiros se destacam, realiza um trabalho basicamente cerebral, criativo, mas necessita de habilidade manual e conhecimento técnico para se utilizar do computador e de programas gráficos de última geração. A expansão em ritmo acelerado e, sobretudo, a modernização da economia brasileira abriram espaço no país para as "novas profissões". Abrir espaço, por sinal, é uma imagem pobre para descrever as imensas dimensões do fenômeno. O Brasil criou 2,8 milhões de empregos formais no ano passado, quase o dobro do recorde anterior, de 2007. Prevê-se que fechará este ano com o acréscimo de outro 1,9 milhão de vagas. Desse total, 1,2 milhão não será preenchido por absoluta escassez de candidatos com a qualificação necessária.
Duas pesquisas recentes - uma da Confederação Nacional da Indústria, com 1 616 empresas, e outra da Fundação Dom Cabral, com as 130 maiores companhias do país - revelaram que a dificuldade em contratar é um problema sério em sete de cada dez empresas brasileiras. Isso decorre, em parte, da deficiência da educação nacional, uma ferida que só o tempo e boas políticas podem sanar. O maior abismo, contudo, é consequência direta do enorme apetite das empresas brasileiras por especialistas nas "novas profissões". VEJA escolheu vinte dessas profissões para ser analisadas de perto. Parte delas consta da relação elaborada pelo estudo inglês, e o critério adotado na seleção final foi objetivo: a existência de demanda no Brasil para cada uma dessas profissões.
Como escolher as carreiras mais promissoras dos próximos vinte anos? Uma resposta pode ser encontrada no mais abrangente estudo já realizado sobre o assunto, The Shape of Jobs to Come (Como serão os empregos, em tradução livre), concluído no ano passado pela consultoria inglesa FastFuture, com o patrocínio do governo britânico. A pesquisa apontou 110 carreiras cujo ponto em comum é o fato de serem fundamentadas e terem surgido na esteira da inovação e dos avanços científicos. A maior parte delas se concentra em áreas como internet, meio ambiente, demografia e tecnologia. O estudo considera que, devido às características próprias, essas carreiras representam uma ruptura na tradição do trabalho, um verdadeiro "novo emprego". Para ocupá-lo, é preciso ser especialista, ter conhecimento específico e profundo de uma determinada área. Coisa que não significa, necessariamente, exibir um diploma ou um curso de pós-graduação, ainda que a formação universitária seja o mínimo necessário na maioria das atividades.
A especialização pode muito bem ser decorrente da experiência, do talento e da capacidade de cada um para encontrar soluções originais em um mundo cada vez mais embaralhado. Escolhido neste ano uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, o finlandês Peter Vesterbacka é uma estrela em ascensão desse "novo emprego". Ele largou um cargo na Hewlett-Packard, o gigante dos computadores, para tentar ganhar a vida com seu hobby, o desenvolvimento de games. Com 200 milhões de downloads em smartphones e tablets em pouco mais de um ano, seu jogo Angry Birds o transformou numa celebridade digital. E também em um homem rico.
O novo emprego é um híbrido dos extremos profissionais do século passado. Os títulos atuais tendem a ser referência a atividades tipicamente intelectuais (técnico, especialista, analista), mas quase sempre envolvem executar tarefas com as próprias mãos, como os operários numa fábrica. Um desenhista de animação em 3D, para citar como exemplo uma nova atividade na qual os brasileiros se destacam, realiza um trabalho basicamente cerebral, criativo, mas necessita de habilidade manual e conhecimento técnico para se utilizar do computador e de programas gráficos de última geração. A expansão em ritmo acelerado e, sobretudo, a modernização da economia brasileira abriram espaço no país para as "novas profissões". Abrir espaço, por sinal, é uma imagem pobre para descrever as imensas dimensões do fenômeno. O Brasil criou 2,8 milhões de empregos formais no ano passado, quase o dobro do recorde anterior, de 2007. Prevê-se que fechará este ano com o acréscimo de outro 1,9 milhão de vagas. Desse total, 1,2 milhão não será preenchido por absoluta escassez de candidatos com a qualificação necessária.
Duas pesquisas recentes - uma da Confederação Nacional da Indústria, com 1 616 empresas, e outra da Fundação Dom Cabral, com as 130 maiores companhias do país - revelaram que a dificuldade em contratar é um problema sério em sete de cada dez empresas brasileiras. Isso decorre, em parte, da deficiência da educação nacional, uma ferida que só o tempo e boas políticas podem sanar. O maior abismo, contudo, é consequência direta do enorme apetite das empresas brasileiras por especialistas nas "novas profissões". VEJA escolheu vinte dessas profissões para ser analisadas de perto. Parte delas consta da relação elaborada pelo estudo inglês, e o critério adotado na seleção final foi objetivo: a existência de demanda no Brasil para cada uma dessas profissões.
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