terça-feira, 19 de março de 2013

5 comidas que parecem saudáveis, mas não são


Na era da saúde, pega bem dizer que você não toma refrigerante, come barras de cereais todo dia e chocolate, só diet. Se você é desses, seu mundo está prestes a cair. É que tem muitos alimentos que são bem menos saudáveis do que imagina a nossa vã filosofia. Confira cinco exemplos na lista a seguir:
5. Misturas prontas para sopas
Mistura pronta para sopa não é saudável
Por que parece saudável?
Uma sopinha quente parece ser a melhor comida do mundo quando ficamos meio adoentados. Cozinhar legumes e ferver a água demora muito? Talvez as misturas prontas – as famosas sopas de ‘pozinho’ – resolvam o problema.
Por que não é?
Apesar da praticidade, as misturas de sopa têm gorduras e conservantes de sobra. E sódio. Muito sódio. Em alguns casos, uma única porção pode ultrapassar a quantidade diária recomendada do mineral. Como você pode imaginar, isso não é bom.
“A longo prazo, esse produtos podem causar problemas do coração, hipertensão e diversos tipos de câncer”, diz Lenycia Neri, diretora da Nutri4Life Consultoria em Nutrição. Não é de se admirar que órgãos como o Ministério de Saúde e a OMS tenham feito campanha contra as sopas de pozinho.
4. Ketchup
Ketchup não é saudável
Por que parece saudável?Há quem acredite que, por ser feito a partir de tomates, o ketchup não faça tanto mal assim. Afinal, tomate é um vegetal, né? Absurdo? Em 1981, a Secretaria de Agricultura dos EUA não achava. O órgão propôs que as escolas públicas americanas cortassem gastos com vegetais de verdade e os substituíssem pelo ketchup, bem mais barato. Uma polêmica parecida aconteceu em 2011, mas dessa vez o protagonista era a massa de tomate das pizzas. Sim, queriam convencer o mundo de que a massa de tomate das pizzas era um vegetal.
E por que não é?Sim, o ketchup vem do tomate – e herdou da fruta algumas coisas boas, como o licopeno, um poderoso antioxidante. Mas, por outro lado, as receitas exageram no nível de açúcar e sal para padronizar o sabor e estender o tempo de validade do produto. E você já sabe: açúcar e sal, em excesso, não fazem bem.
3. Chocolate Diet
Chocolate diet não é saudável
Por que parece saudável?
Basicamente, a lógica é que se o chocolate é diet, ele tem menos açúcar e, portanto, menos calorias. Saudável demais! Só que não.
E por que não é?
Os alimentos diet são aqueles em que há retirada de algum ingrediente da formulação, sendo o mais comum o açúcar. Mas isso não quer dizer que eles são necessariamente mais saudáveis. Com a retirada de um dos ingredientes, outro pode aparecer em maior quantidade para que o alimento não perca o sabor. No chocolate diet, retira-se o açúcar, mas a quantidade de gordura é maior que no chocolate tradicional. No fim das contas, neste caso o diet acaba tendo um valor calórico maior que o do tradicional. Vantagem zero (exceto se você não puder consumir açúcar, é claro).
Com os alimentos light, a coisa não é muito diferente. Normalmente, os alimentos light têm 25% menos gordura, sal ou açúcar que os comuns. O problema é que, segundo a nutricionista Camila Barreto, “a redução é em relação ao alimento tradicional”. Ou seja, mesmo reduzidas, essas quantidades podem ser maiores do que o que é recomendado.
2. Sucos de frutas
Suco de frutas nem sempre é saudável
Por que parece saudável?
Você sabe desde pequeno que frutas são saudáveis. Mas sucos são muito mais fáceis de carregar e não estragam se você esquecer a caixinha fechada na despensa por semanas. Afinal, é tudo a mesma coisa.
Por que não é?
O problema está na quantidade de açúcar na receita. Não faz diferença se for néctar, suco de caixinha ou suco em pó – todos podem ser ricos em açúcar, ter muitos conservantes e corantes e não ter todas as vitaminas encontradas na fruta. Aliás, até os sucos ditos ‘naturais’, ‘com 100% de fruta’ estão na lista negra. Um “suco natural” industrializado, por exemplo, pode ter até duas colheres de açúcar para cada 200 mililitros. Nosso corpo não é adaptado para suportar doses cavalares como essa o tempo todo. A produção de insulina, por exemplo, pode sobrecarregar e dar pau – e sem esse hormônio, que gerencia o processamento de acúcar no organismo, você se torna diabético. Ou seja, está na hora de voltar a frequentar o sacolão.
1. Barras de cereais
Barra de cereal nem sempre é saudável
Por que parece saudável?Tem pedaços de frutas, vitaminas, proteínas e muitos sabores para escolher. E as fibras fazem bem para o funcionamento do intestino.
Por que não é?
Existem barras de cereais saudáveis. Mas nem todas são. Os vilões você já conhece: o açúcar em excesso e a gordura saturada. Fica ainda pior quando você percebe que nem todas as barras têm fibras.
Da próxima vez, preste atenção nas informações nutricionais e na lista de ingredientes que estão na embalagem. Prefira sempre as barras com maior teor de fibras, menos gordura e mais frutas e grãos integrais. Além disso, outra dica é variar, comendo outros alimentos como lanches entre as refeições.

Consultoria:
 Lenycia Neri, nutricionista graduada pela USP e diretora da Nutri4Life Consultoria em Nutrição; Camila Capellette Barreto, aprimoranda de Nutrição Clínica – FSP/USP; Andrea Catalani, aprimoranda de Nutrição Clínica – FSP/USP.
Via Listverse

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mostra reúne sucessos de bilheteria, documentários e filmes infantis


Que tal uma atividade cultural para o início das férias?
O CineSesc promove a 13ª edição da tradicional “Retrospectiva do Cinema Brasileiro” entre os dias 7 e 27 de dezembro, com ingressos até R$ 4.
A programação reúne cerca de 80 longas-metragens entre sucessos de bilheteria, documentários e filmes infantis.   lançados entre novembro de 2011 e outubro de 2012.
Entre os títulos estão: “Marighella”, “Tropicália”, “Heleno”, “Raul Seixas: o Início, o Fim e o Meio”, “Gonzaga – De Pai Pra Filho”, “Febre do Rato”, “Na Estrada”, “Xingu”, “2 Coelhos” e “Paraísos Artificiais”.
Confira a programação completa da mostra“Retrospectiva do Cinema Brasileiro”.

divulgação
“Heleno” é um dos destaques da programação

Fonte:http://catracalivre.folha.uol.com.br

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Onde está a fruta?


Onde está a fruta?

Pesquisa do Idec mostra que apesar de usarem e abusarem de imagens e de outras referências a frutas nas embalagens, os alimentos industrializados não contêm quantidades significativas desse ingrediente. Mas isso não fica claro para o consumidor.

Não é preciso ir ao setor de hortifrúti do supermercado para ver frutas. Elas estão na seção de iogurtes, na de sucos de caixinha e refrescos, entre outras com produtos industrializados, estampando as embalagens. Mas quando se trata do conteúdo, não espere encontrá-las de fato nesses alimentos. Um levantamento realizado pelo Idec com 18 produtos, entre iogurtes, pós para refresco, néctares, gelatinas, sorvetes e isotônicos (veja quais na tabela às páginas 18 e 19), mostra que oito deles não têm nem vestígio de frutas. Os demais apresentam quantidades bem pequenas – na melhor das hipóteses, não passa de 10% do conteúdo, mas há vários deles em que gira em torno de 1%. Apesar disso, em boa parte dos produtos as referências à fruta têm grande destaque: além de imagens reais ou estilizadas, as frases são em letra maior que a das demais informações do rótulo e ocupam grande parte da embalagem, enquanto a lista de ingredientes fica quase escondida. E o pior é que as empresas não informam claramente no rótulo que o alimento não contém fruta e, quando contém, qual o seu percentual em relação ao restante dos ingredientes. “As figuras e frases que fazem alusão à fruta são o grande chamariz do produto, mas não correspondem à sua real composição. E como o consumidor não é adequadamente informado disso, pode ser induzido a erro”, aponta Mariana Ferraz, advogada do Idec responsável pela pesquisa.

MARKETING FRUTÍFERO

Basta uma breve observação do rótulo dos alimentos analisados para perceber que a alusão à fruta é o carro-chefe para promovêlos. Em alguns casos, a imagem ou frase que faz referência à presença de fruta ocupa quase toda a embalagem. No néctar da Maguary, por exemplo, a foto do maracujá ocupa 18 cm dos 19,8 cm da caixinha; e o iogurte Kissy, da Batavo, tem mais da metade (12 cm) dos 20 cm de altura da embalagem ocupados pela imagem de morangos suculentos. Além disso, a maioria dos produtos também destaca o nome da fruta com letras grandes e recursos como o outline (contorno das letras).

Para o médico Carlos Augusto Monteiro, líder do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), a intenção dos fabricantes com tal associação é fazer com que seus produtos pareçam mais saudáveis do que realmente são. “As empresas estão ‘pegando carona’ na boa imagem das frutas para vender seus produtos; relacioná-los com elas dá a impressão de que o alimento é fresco, nutritivo, mas na realidade muitos alimentos industrializados são o oposto disso”, afirma. Luciana Pellegrino, presidente da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), concorda que a alusão à fruta no rótulo confere uma conotação mais saudável ao produto, mas pondera que o recurso também tem por objetivo facilitar a identificação do sabor do alimento na hora da compra. “Com o uso de cores e da imagem da fruta na embalagem fica mais fácil para o consumidor saber se um suco é de pêssego ou de laranja”, justifica.

Entre os alimentos pesquisados, apenas três não usam imagens de fruta (fresca ou estilizada): os isotônicos Gatorade e Marathon, e a gelatina Dr. Oetker. Mas eles destacam o nome da fruta que dá sabor ao produto, além de usar cores a ela associadas. No caso do Gatorade, por exemplo, a letra que designa a palavra “tangerina” ocupa 5 mm de altura dos 43 mm do rótulo. Não é tão grande, mas é a segunda maior letra do rótulo, perdendo apenas para a usada no nome da marca. Além disso, o termo está em destaque na face principal do rótulo em letras maiúsculas, em negrito e com contorno, sobre fundo de cor laranja.

O Gatorade é um dos oito produtos que não contém fruta em sua composição, como se nota ao olhar a lista de ingredientes. No entanto, não há na embalagem qualquer frase que alerte para isso. O mesmo ocorre no caso do isotônico Marathon, da gelatina Dr. Oetker e do sorvete Kibon. Os demais produtos que não contêm fruta (isotônico Taeq; gelatinas Frutop e Royal; e o sorvete Napolitano da Nestlé) trazem algum tipo de alerta, mas, em geral, a frase está disposta na parte lateral da embalagem, na vertical e em letras miúdas. “A alusão à fruta sempre tem muito mais destaque na embalagem que a advertência de que o alimento não contém esse ingrediente”, critica Mariana Ferraz.

Sabe-se que os outros dez produtos analisados contêm fruta porque a polpa está relacionada entre os ingredientes, mas apenas os refrescos em pó Camp, La Frutta e Tang informam qual o seu percentual: 1%, nos três. Ou seja, quase nada, embora a imagem estampada no rótulo faça parecer que se trata do mais puro suco. Os demais alimentos não indicam no rótulo quanto têm de fruta. Além de esconder essa informação dos consumidores, duas empresas também se recusaram a fornecer esse dado ao Idec: Batavo, fabricante do iogurte Kissy, e Danone, que produz o iogurte Danoninho (esta alegou que se trata de informação confidencial).

De acordo com Carlos Monteiro, a quantidade de polpa nesses produtos é muito pequena para que eles possam oferecer algum dos benefícios intrínsecos às frutas. “A vantagem das frutas é que elas concentram grande quantidade de nutrientes, vitaminas e minerais, e fornecem pouca energia [calorias]. Já os alimentos que fazem alusão a elas não são nada nutritivos, além de terem muito açúcar”, compara.
COMO FOI FEITA A PESQUISA

Analisamos o rótulo de alimentos industrializados com imagens e frases que sugerem a presença de frutas e verificamos se a legislação referente ao tema está sendo cumprida. Foram avaliados 18 produtos, de 15 marcas, entre iogurtes, refrescos em pó, néctares, gelatinas, sorvetes e isotônicos (veja quais são na tabela às páginas 18 e 19).

O levantamento levou em conta se os apelos relacionados a frutas nas embalagens condizem com o conteúdo. Para tanto, comparamos o tamanho das letras usadas para a referência a frutas com o das demais informações, e analisamos se o rótulo informa claramente se o produto contém ou não polpa e qual o seu percentual.

Além disso, os fabricantes foram questionados sobre a presença de frutas no produto (quando isso não estava claro no rótulo) e se assumiriam compromissos para melhorar a comunicação com o consumidor nas embalagens — seja informando o percentual de fruta, seja deixando claro que o alimento não a contém.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dez mandamentos da leitura



1. Divirta-se com a leitura
Você não precisa ler o que não gosta ou não entende.

2. Encontre o seu gosto pessoal
Procure uma livraria ou biblioteca onde possa devorar vários títulos.

3. Não levante falso testemunho
Nunca indique um livro que não gostou nem entendeu.

4. Não viaje sem companhia de um livro
Para que sua viagem seja mais divertida, tenha mais de uma opção na bagagem.

5. Não fique preso a estilos e autores
Explore o máximo possível novos livros e estilos.

6. Cultive o hábito de leitura
Mesmo cansado leia um pouco, isto de ajuda a relaxar.

7. Corra para uma livraria
Aquele cheirinho de livro novo, abre o apetite para devorar novos livros.

8. Não faça da leitura uma regra
Deixe que os livros tornem-se seus companheiros.

9. Descubra novos horizontes
Na leitura você pode viajar sem sair do lugar.

10. Não dá para viver sem ler
Quem lê vive mais e melhor.


Imagem: sxc.hu